Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.
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50A25A - Migrações

16 DE ABRIL. Inauguração da exposição Migrações, um projeto da turma 10.º G levado a cabo na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, em aulas realizadas em coadjuvância com o CIDAC. O que são os movimentos migratórios? Que tipo de migrações existem? A migração é um direito? Que relação este tipo de questões pode ter com o nosso 25 de Abril? Somos um povo que migra muito? Migrou e já não migra? Como recebemos aqueles que vêm até nós? Podemos ficar indiferentes ao que se tem passado no Mar Mediterrâneo?

Estas foram algumas das perguntas geradoras de um projeto de investigação que culminou nesta exposição.

50A25A - Imigração feminina


15 DE ABRIL. Fim de semana concluído, o dia começou dedicado ao domínio do mundo do trabalho. Dentro deste domínio, o problema escolhido foi o da imigração feminina antes e depois do 25 de Abril. Isto é, a turma do 1.º TT quis conhecer como eram tratadas as mulheres trabalhadoras que chegavam a Portugal, antes do 25 de Abril e como são tratadas hoje.

Para além da investigação que desenvolveram nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, com a colaboração do CIDAC, organizaram um colóquio-conversa para aprofundar e debater este assunto. Deste modo, decidiram convidar três organizações: a UMAR - União das Mulheres Alternativa e Resposta, o MDM - Movimento Democrático das Mulheres e o PTP - Projeto Teatral Pêndulo.

Com o auditório cheio, as nossas alunas e os nossos alunos começaram por ouvir as representantes de cada uma das organizações convidadas, que partilharam informações e experiências, na primeira pessoa. Depois fizeram perguntas. Por fim, apresentaram os seus pontos de vista e debateram. E foi um debate muito vivo e participado.

Encontro Final: Estereótipos não fazem o meu género

Realizou-se, na tarde do dia 1 de março, o Encontro Final do Projeto Free Choices — Estereótipos não fazem o meu género: escolhas vocacionais e profissionais livres de preconceitos.

Duas escolas do distrito de Setúbal (das oito que, a nível nacional, participaram no projeto), a Escola Secundária de Amora e a Escola Secundária de Bocage, reuniram-se no auditório do Instituto de Ciências Sociais e Política, da Universidade de Lisboa, para os seus alunos partilharem alguns dos produtos que alcançaram no desenvolvimento dos projetos sobre os esterótipos de género.

Para além dos alunos de ambas as escolas e seus professores, também esteve presente no Encontro a responsável pelo projeto, a nível da UMAR, e a coordenadora do Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG), do ISCSP-UL.

Os nossos alunos de Cidadania e Desenvolvimento, das turmas do 8.º B e do 8.º D, apresentaram e explicaram os projetos intitulados, respetivamente, «Desigualdade e desequilíbrio nas oportunidades entre homens e mulheres» e «O Mundo do Futebol».

No primeiro caso, a abordagem das desigualdades de género foi global, simbolicamente retratadas numa escadaria íngreme, que as mulheres têm de subir para atingirem funções elevadas no mundo do trabalho, e numa passadeira rolante, que os homens facilmente usam para atingir as mesmas funções.

No segundo projeto, foi mostrada a evidente desigualdade de género no desporto, neste caso, no futebol feminino, se comparado com o que se passa no futebol masculino, nomeadamente nos patrocínios que empresas e marcas desportivas não fazem num caso e fazem no outro.

O projeto Estereótipos não fazem o meu género, integrado no programa EEA Grants, através da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, está próximo da sua conclusão. Foram 

Todos os nossos participantes no projeto, enquanto 
aguardavam a chegada dos alunos da outra escola.

dois os objetivos principais que orientaram o projeto: desconstruir estereótipos que legitimam e contribuem para as assimetrias de género nas escolhas vocacionais e profissionais; trabalhar em rede, envolvendo diferentes atores que possuem um papel relevante para a mudança deste paradigma (escolas, instituições de ensino superior e empresas). 

Ainda que a avaliação final conjunta vá ocorrer dentro em breve, consideramos que o projeto foi, e é, pedagógica e socialmente muito pertinente.

O teatro como expressão de cidadania


A Associação Animateatro, parceira do Projeto Cultural de Escola e nosso Artista Residente, regressou ao trabalho com os nossos jovens. 
Assim, as turmas de Cidadania e Arte 8.º B e 9.º D e as turmas de Cidadania e Desenvolvimento 10.º B, 10.º E e 12.º TT vão desenvolver os seus projetos, enquadrados nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, através das artes performativas, em colaboração com a Animateatro. 
No caso do 8.º B, a turma pretende basear-se no trabalho da jornalista Maria Lamas - As Mulheres do Meu País -, para conhecer algumas profissões assim como a repressão a que as mulheres estavam sujeitas antes do 25 de abril. 
A turma 9.º D vai criar a sua performance inspirando-se na crítica social de Gil Vicente e na censura a que estávamos sujeitos antes da Revolução dos Cravos. 
O 10.º B está a desenvolver uma apresentação multifacetada, abordando o tema da (falta de) inclusão no Estado Novo, o controlo que, nessa altura, o Estado exercia sobre os jovens adolescentes na escola, sobre as mulheres, as suas profissões e sobre a 
liberdade de expressão e a diversidade. 
 As turmas 10.º E e 12.º TT vão organizar uma atividade sobre os anos 70, relacionando o que se passava em Portugal e em alguns países do estrangeiro. As apresentações dos projetos das turmas 8.º B, 9.º D e 10.º B estão programadas para o dia 8 de abril. As turmas 10.º E e 12.º TT vão concretizar a sua performance no dia 3 de maio.

Silenciados, durante 48 anos


Foi inaugurada, no dia 5 de dezembro, na sala polivalente da nossa escola, a exposição «Silenciados — A censura durante 48 anos de fascismo», em Portugal.
Esta iniciativa insere-se no projeto CoESA, planeado e desenvolvido em parceria com o CIDAC — Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral. Trata-se de mais um projeto que é realizado no contexto da estratégia de Educação para a Cidadania que a nossa escola tem levado a cabo, nos últimos seis anos.

A exposição dá a conhecer documentos originais produzidos por agentes da PIDE/DGS que, como refere o seu texto introdutório, exerciam «Censura sobre tudo, a todo o tempo, em todos os lugares [...] A censura foi o primeiro instrumento de propaganda e de enquadramento ideológico. 
Funcionando à margem dos tribunais, proibia, multava, suspendia e mandava prender.»

É esta realidade histórica que agora está a ser mostrada aos nossos alunos, para que o seu conhecimento sobre o nosso passado recente se aprofunde e sobre ele possam refletir e debater. 

Esta atividade pretende também constituir um contributo o enriquecimento de projetos em fase de construção, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, que visam assinalar os 50 anos do 25 de Abril (a sua partilha pública ocorrerá entre os dias 1 de março e 3 de maio do próximo ano).




Complementarmente, os alunos puderam escrever em pequenos cartazes, afixados na biblioteca, o que entendem por liberdade de expressão.





Todo o material da exposição é pertença da Associação Ephemera — Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira, a quem agradecemos os documentos partilhados, a disponibilidade, a simpatia com que nos recebeu e o extraordinário serviço público que presta ao país.

A exposição foi formalmente aberta ao público com a canção Venham Mais Cinco, de José Afonso, muito bem cantada pela Banda da ESA. 
A visitar, entre 5 e 20 de dezembro.

CoESA - um projeto em parceria com o CIDAC

Este é o sexto ano letivo consecutivo que a ESA e o CIDAC - Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral - trabalham em parceria. A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e os seus alunos têm sido o espaço de confluência e os protagonistas da realização de projetos em que se cruzam a educação formal e a educação não formal. Exemplos desse trabalho de parceria foram o Projeto Povos Culturas e Pontes (com a participação da Câmara Municipal do Seixal e a Fundação Gonçalo da Silveira), que teve a duração de dois anos, e o projeto Jovens Embaixadores do Comércio Justo, que foi desenvolvido durante três anos, entre outras colaborações mais específicas.

Este ano, estamos a iniciar o desenvolvimento de um novo projeto, designado CoESA — Co-construindo Cidadania Global na Escola, que obteve o financiamento do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua. 

Visando aprofundar uma cultura de Educação para o Desenvolvimento e, ao mesmo tempo, reforçar o modelo colaborativo Escola/ONGD, este projeto abarca várias dimensões da vida escolar da ESA, envolvendo o currículo formal e o currículo não formal.

A nível do currículo formal, o projeto realiza-se no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento abrangendo quatro turmas: 10.º G, 1º TT, 2.º TGPSI e 3.º TAE.

Um momento de trabalho, em coadjuvância (professora e técnicas do CIDAC), com uma das turmas

A nível do currículo não formal, estão previstas várias iniciativas. A breve prazo, no próximo mês de dezembro, teremos uma exposição sobre a liberdade de expressão, em colaboração com a Ephemera — Associação Cultural e uma palestra/conversa, sobre o mesmo tema, entre os nossos alunos e dois convidados: Luísa Teotónio Pereira, ex-coordenadora da Comissão para os Direitos do Povo Maubere e membro da Associação de Amizade Portugal-Sahara Ocidental, e Adelino Gomes, jornalista e investigador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, do ISCTE. 
Ambas as iniciativas pretendem contribuir para o desenvolvimento e consolidação de projetos que os nossos alunos estão a preparar, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, cujo lema é: Liberdade, a quanto obrigas, para te conquistar e para te manter! 

Desconstruindo estereótipos

Uma das turmas a trabalhar com as técnicas da UMAR.

O projeto Estereótipos não fazem o meu género: escolhas vocacionais e profissionais livres de preconceitos, começado no ano letivo transato, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, foi retomado, conforme estava previsto. Os alunos das três turmas do 7.º ano que, em 2022-2023, o iniciaram e desenvolveram vão ter agora a oportunidade de lhe dar continuidade e de o aprofundar. 

Recordamos alguns dos objetivos de projeto, realizado em parceria com a UMAR — União das Mulheres Alternativa e Resposta e financiado pelo EEA Grants (acordo celebrado entre a União Europeia, a Noruega, a Islândia e o Liechenstein):
a. implementar um programa de prevenção de estereótipos de género e promoção de igualdade de género, focado nas escolhas vocacionais e profissionais;
b. apresentar os/as jovens ao mundo do trabalho através de visitas guiadas e de oficinas;
c. partilhar experiências e conhecimentos com especialistas nacionais e estrangeiros.
É neste contexto que as turmas do 8.ºA, 8.º B e 8.º D se preparam para realizar, já no próximo mês, uma visita de estudo que lhes possibilitará contactar com algumas dimensões do mundo do trabalho.

Participam neste projeto nacional, quatro escolas do distrito de Setúbal e quatro do distrito do Porto, o Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, o Instituto Politécnico do Porto, a Universidade de Jyväskylä, a ATEC - Associação de Formação para a Indústria, a Associação Nós — Instituição Particular de Solidariedade Social — e a Icelandic Women´s Rights Association.

Repercussões do teatro nas aprendizagens


No dia 14 de junho, último dia de aulas, a turma D, do 8.º ano, apresentou aos colegas da turma do 8.ºA a sua interpretação da peça À Espera de Godot, de Samuel Beckett. Esta representação foi encenada e preparada pela Associação Animateatro, no âmbito do PCE, que trabalhou com a turma durante as aulas de Cidadania e Arte e de Inglês, em coadjuvância com a professora de ambas as disciplinas. Os domínios (escolhidos pelos alunos) foram os Direitos Humanos e o Bem-Estar Animal. 
Durante este processo, os alunos aprenderam a (re)conhecer e valorizar as suas capacidades interpretativas e representativas. Isto é, ao mesmo tempo que pensavam e debatiam (em português e em inglês) e realizavam aprendizagens sobre os direitos dos seres humanos e os direitos dos animais, desenvolviam também aprendizagens sobre o autoconhecimento, a comunicação, a autoestima, a memorização, a colocação de voz, a partilha e o respeito pelas diferenças. 
Muito importante para o sucesso desta dramatização, realizada num dos pátios da escola, foi a empatia, a dedicação e o compromisso da Carolina, elemento da equipa da Animateatro. 
No final, era bem visível a alegria no rosto dos alunos que, até então, duvidavam das suas capacidades de representarem em público.
A seguir, algumas fotografias da atividade desenvolvida.

Aguardando-se o início da representação


Momentos cénicos


Queremos continuar à espera?


Neste semestre, na disciplina de Cidadania e Arte, a turma do 7.º D trabalhou com o grupo "Animateatro", nosso artista residente e elemento integrante do nosso PCE.

Partindo do texto À Espera de Godot, de Samuel Beckett, os alunos prepararam uma pequena dramatização, integrando os domínios "Direitos Humanos" e "Bem-estar animal", numa apresentação que teve lugar no passado dia 12 de junho, na sala polivalente.

Apesar das inúmeras campanhas de sensibilização, que direitos continuam a ser esquecidos? 
E ainda faz sentido falar em direitos dos animais?
E quem é o Godot? 
Continuamos à espera de quem (ou de quê)?

Para pensar

Foi intenso o espetáculo Segunda-Feira: Atenção à Direita, que aconteceu no passado dia 4 de junho, no palco do Fórum do Seixal. Os protagonistas foram os alunos da turma 9.º D.
"Um diálogo feito de palavras e de punhos furou as paredes do Fórum Municipal do Seixal, projetando-se para as 91 pessoas aí presentes e que acolheram o trabalho dos alunos com entusiasmo e emotividade" — podemos ler na página do Facebook da Associação Cultural Sete Anos.

Uma turma com diversidade cultural, característica da nossa escola, uma equipa de professores atentos ao processo e uma criação cultural, conseguida com muitas semanas de trabalho. Trabalho este coordenado pela coreógrafa Cláudia Dias, com o apoio do ator Karas e do instrutor de artes marciais Jaime Neves e a colaboração das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Cidadania e Arte, Português, Educação Visual e do Apoio Tutorial Específico. 
As aulas-ensaio e toda a evolução criativa foi registada, com elevado sentido estético, pela turma do 11.º ano do Curso Multimédia, da Escola Secundária Manuel Cargaleiro, parte integrante do projeto.

Um palco transformado em ringue, alunos transformados em lutadores de artes marciais, equipamentos, luvas. A cada toque da campainha uma luta começa. Os alunos-atores-lutadores simulam combates ao mesmo tempo que uma voz, de um ou de uma colega, formula perguntas-inquietações (elaboradas pelos próprios) projetadas na tela, que faz de fundo do ringue:
— "Pensas que ir todos os dias para a escola é fácil?"; 
— "Será que vou morrer pobre?"; 
— "É bom ter medo?"; 
— "Achas que a vida é justa?"; 
— "Como é ser-se feliz?"; 
— "Sabias que o futuro não existe?"; 
— "E tu, qual é o teu sonho?" 
No fim, foram oito "combates" e dezenas de perguntas. 
Cada pergunta um murro no estômago de quem assistiu! 
Cada combate e cada série de perguntas terminava com a frase: "Para pensar."
No final, o público não poupou palmas.

Este espetáculo foi o culminar de um processo de vários meses, integrado no projeto Sete Anos, Sete Escolas, promovido pelo município do Seixal, no âmbito do programa Comunidades em Ação, financiado pelo PRR e pelos Fundos Europeus Next Generation EU. Este projeto dá corpo a uma ação de âmbito cultural que pretende contribuir para uma melhor integração dos jovens, criando uma ligação afetiva à escola, procurando desenvolver competências pessoais e sociais, através da criação artística, dotando os alunos com ferramentas da criação contemporânea e do pensamento crítico. 
O PCE da nossa escola foi convidado a participar no projeto. Acolheu-o com entusiasmo.

Estereótipos não fazem o meu género!

A nossa escola e a UMAR (União das Mulheres Alternativa e Resposta) estão a desenvolver, em parceria, desde o início do ano letivo, o projeto «Estereótipos não fazem o meu género», com três turmas do 7.º ano (A, B e D), nas disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte. Trata-se de um projeto sobre Escolhas Vocacionais e Profissionais integrado no programa EEA Grants através da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. 

São dois os objetivos orientadores: a) desconstruir estereótipos que legitimam e contribuem para as assimetrias de género nas escolhas vocacionais e profissionais; b) trabalhar em rede, envolvendo diferentes atores que têm um papel determinante para a mudança deste paradigma (escolas, instituições de ensino superior e empresas). 

Este projeto conta, no distrito de Setúbal, com a parceria da Associação Nós e da ATEC - Academia de Formação para a Indústria.

Neste âmbito, realizou-se, no passado dia 30 de maio, no auditório, uma sessão de mentoria, com a subintendente da PSP, Sofia Gordinho, e o assistente social, Marco Gomes. Os dois convidados partilharam, em diálogo aberto com os alunos das três turmas, experiências e dificuldades que tiveram de enfrentar (e, por vezes, ainda enfrentam), devido às opções profissionais que fizeram — opções que contrariaram estereótipos de género. A sessão foi moderada pela assistente social da UMAR, Inês Gomes.

Há relação entre o Comércio, o Desenvolvimento e os Direitos Humanos?

A parceria entre a Escola Secundária de Amora e o Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC) prossegue, com evidente empenho de ambas as partes. Um exemplo mais.
Os alunos do 2TGPSI tiveram a oportunidade, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, de delinear projetos, com a colaboração desta ONGD — em sala de aula e em coadjuvância com a docente da disciplina. Pretendia-se investigar relações entre os domínios dos Direitos Humanos e do Desenvolvimento Sustentável. 
Durante as sessões, os alunos trabalharam casos de estudo no âmbito da produção e comercialização de bens e produtos do dia-a-dia, analisando situações de violação de direitos humanos, de entre as quais, a desigualdade no trabalho, a desigualdade salarial, a injustiça e a exclusão sociais. 

Foi neste contexto que os alunos desenvolveram os seus projetos, convivendo com o conceito de Comércio Justo e aprendendo o seu significado, baseado «na promoção de uma aliança entre todos os atores da cadeia comercial, dos produtores/as aos consumidores/es, excluindo os intermediários não necessários, visando denunciar as injustiças do comércio e construir princípios e práticas comerciais cada vez mais justos e coerentes» (CIDAC). 
A pergunta orientadora era: o desenvolvimento, se não for social e economicamente justo, para além de respeitador do meio ambiente, poderá ser entendido como sustentável e respeitador dos direitos humanos?

Dr. Stéphane Laurent, do CIDAC, trabalhando com os nossos alunos.

Trabalhando e festejando a interculturalidade

Oficina da Interculturalidade — Viagem Cultural foi a designação dada à atividade que as turmas do 10.º C, 1.º TAS e 12.º D (com a colaboração do 10.º H, do 12.º B e do 12.º G) pensaram e planificaram durante várias semanas e realizaram durante o dia 22 de maio — vinte e quatro horas depois do anualmente assinalado Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, proclamado pela Assembleia Geral da ONU, em 2003. 

Este foi o terceiro ano que os nossos alunos, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, desenvolveram esta atividade — iniciada em 2019, interrompida durante o período da pandemia, e retomada no ano passado, por sua vontade e iniciativa.

Oficina, porque a interculturalidade é algo que, para além de ser festejado, tem de ser trabalhado diariamente por todos. Por esta razão, a atividade desenvolvida teve dois objetivos complementares: contribuir para o conhecimento e a partilha de diferentes culturas do mundo e, simultaneamente, contribuir para a reflexão e o debate de problemas que a interculturalidade incorpora. 

Foram 18 os países representados, distribuídos por nove pavilhões, aos quais se juntaram um pavilhão do Comércio Justo, com produtos de diferentes países (de que ficou responsável um grupo de trabalho do 12.º G, com a colaboração do CIDAC), e uma mostra de livros da Associação Mulheres Sem Fronteiras. 

Jogos, gastronomia, música, poesia e dança de diferentes culturas foram partilhadas ao longo do dia. A Banda da ESA, um grupo de dança de alunas da ESA e um grupo de alunos declamadores foram os protagonistas da expressão artística desta atividade.

A parte da reflexão e debate de problemas que o convívio entre culturas envolve ocorreu nas duas palestras realizadas na parte da manhã: uma sobre a mutilação genital feminina, com a Dr.ª Alexandra Luís (Associação Mulheres Sem Fronteiras), e outra sobre os problemas relativos às migrações, com a Dr.ª Maria Fernanda (funcionária da ONU, em missão na Zâmbia, que interveio por videoconferência) e a Dr.ª Lígia Almeida da Ad Sumus - Associação de Imigrantes de Almada.

Esta iniciativa contou, mais uma vez, com o apoio logístico (cedência dos pavilhões) da Junta de Freguesia de Amora.

Fica o registo de alguns dos momentos da Oficina da Interculturalidade — Viagem Cultural (2023).

Antes do dia, construindo materiais.

  

 

  


No dia, ao ar livre.

Momento das palavras de abertura proferidas por uma aluna da Comissão Organizadora


 

 


 

 



No auditório.




A Banda

  

 

O Grupo de Dança


E para encerrar o dia...