Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento ou de atividades com ela relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.

2020-2021: Cidadania em contexto de pandemia

Quase três meses depois de decretado o último confinamento, estamos de regresso ao ensino presencial, em todos os anos de escolaridade. Ainda que muito condicionado pelo cumprimento das regras sanitárias, o exercício da cidadania voltou a poder ser também um exercício de proximidade.

  • A parceria com a Associação RATO prossegue, desta vez com as turmas dos cursos profissionais 11.º TAS e 11.º TGPSI. Em ambas as turmas foram desenvolvidas atividades que solicitaram a reflexão e a participação ativas dos alunos.

  11.º TAS - Trabalhando problemas relativos ao domínio da Saúde.


                                    11.º TGPSI - Os problemas ambientais foram o centro das reflexões desenvolvidas.



Aqui estão as propostas dos nossos alunos apresentadas pelos seus autores. Os proponentes têm a liberdade de colocar no blogue os textos e os vídeos que considerarem necessários para o esclarecimento dos colegas, quanto ao valor das suas ideias.


          Proposta A - Materiais de Primeiros Socorros






Proposta B - Sala de Jogos


Proposta C - Jogos de Lazer




  • Uma turma de Línguas e Humanidades (12.º G) e uma turma de Artes Visuais (12.º H) partilharam preocupações, apelos e formas de os expressar. Tudo em torno de problemas de Saúde. Podemos testemunhar agora o que resultou dessa partilha e da criatividade dos nossos alunos:


Tema: comportamentos aditivos e dependências


Tabaco 

Ó cigarro, tu não tens graça 
Ana Almeida (12.º H)
É a tua fumaça que me leva à desgraça 
Apenas um suspiro que dura meros segundos 
Não faz nada para além de me levar ao fund

As promessas de parar que continuam a chegar 
Mas na verdade são tantas que me fazem continuar 
Sem brilho e com longa duração 
Que a razão nem me chega ao coração
 
Maço a maço que não termina 
É tão normal que já é rotina 
Fumo a fumo a atacar o pulmão 
Que já nem há espaço para perdão 

Edgar Félix / Tomás Santos (12.º G)

Sofia Mascate (12.º H)










"É só um copo"
É socialmente aceitável
Vai depois uma garrafa
Para se sentir mais agradável

Mais um dia, mais um convívio
Com amigos ou família
Mal nota que está a tornar-se uma rotina

Antes sempre acompanhado
Agora até sozinho
Para esquecer os problemas
Entorna uma garrafa de vinho

Mais uma garrafa ou duas
O clima fica tenso
Mais uma garrafa ou duas
Começa a ficar violento

Álcool, uma droga como qualquer outra letal
Porém nesta sociedade é impressionantemente legal

Cristiane Morais/Flávia Oliveira (12.º G)




Tema: saúde mental e prevenção da violência

                                                                       

                                                                                       Poema da Ansiedade
                       
Filipa Nascimento (12.º H)
    
                                                   Atravessada por um arrepio
Os apertos e os frios
Trémula por toda a parte
A lágrima cai, a ansiedade bate

Sozinha no quarto
Que desespero
Olho para o lado, no espelho
Um inferno

E dentro de mim
A roda do mundo gira
Traz aos meus olhos
Uma saída

O cais está perto, já não demora
Memórias d'outrora, tão dolorosas

Invadem a mente como lâminas afiadas
Perco o meu rumo, sem dar por nada

Tanta dor e sofrimento, enfim, não mereço

                                                                                                                                                        Mas o sangue que corre por mim abranda
                                                                    A mente acalma, devagar estanca
                                                                    Acalma assim, a dor, o medo
                                                                    Chegámos ao cais
                                                                    Mas ela volta com o tempo

                                                                    Joana Ramos/Margarida Frazão (12.º G)


Mariana Salvador (12.º H)






Há dias em que acordo com vontade de aprender
A jogar xadrez,
A pintar com aguarelas,
A fazer crochê e bordado.
A tocar piano e violino
A fazer todas as posturas de yoga e balasanas
E ler todos os livros já escritos,
E ver todas as séries e filmes já encenados,
E pegar numa mochila e viajar pelo mundo,
Explorar o novo com o olhar de uma criança.
E há dias em que não consigo respirar,
Nem comer, nem dormir,
Nem parar de pensar.
O coração bate depressa demais,
E parece que o mundo vai ruir,
Que nunca mais vai acabar.
Mas vai.
O maior sinal de saúde é procurares ajuda.
Conhece-te. Permite-te Ser.
Vais ficar bem,
E vais realizar todas as tuas vontades.

Joana Ramos/ Margarida Frazão (12.ºG)




Violência
Leonor Torres (12.º H)

Algo sem jeito,
Que deixa defeito.
Sente-se medo

E ganha-se mais um segredo.

Algo tão forte,
Pode acabar em morte.
De onde vem esta ação
Possivelmente perguntarão.

Impossível ignorar,
Mais um ferimento.
Quero acabar com algo
Tão violento.

Jéssica Tavares/ Mariana Vargem (12.º G)


Mariana Leonardo (12.º H)



Correr riscos dá-nos liberdade,
Para obtermos a nossa verdade.
Devemos viver com imaginação
Para uma vida cheia de emoção.

Madalena Seromenho (12.º H)


Há sempre altos e baixos,
Que nos levam numa grande aventura.
Com momentos intensos e complexos
Pois vivemos rodeados de cultura.

Sem risco não há história
De uma vida satisfatória.

Mesmo quando tudo parece perdido,
Deves vivê-la com adrenalina
E lembrar que há sempre saída.

Mas há que ter em conta os riscos
Dos limites que não podemos passar
Porque quem muito passa dos limites,
Acaba por se magoar.

Adriana Calhão/Regina Lopes (12.º G)













Se me Entendes… Por favor muda…

Estou aqui para te avisar do quão mal as coisas podem ficar, mesmo que uses todas as forças
em ti para evitar as mudanças que tanto odeias porque tens medo que 
tudo fique pior ainda… E sei que podes achar isto clichê ou que nada realmente vai 
mudar, mas por favor ouve-me… 

Eu acordo e tudo é preto e vazio… 

Eu sorrio por hábito, não por escolha… O meu riso vem de empatia e não 
exatamente porque me sinto bem, para não falar as vezes que morro por dentro 
quando vejo que alguém consegue dar às outras pessoas aquilo que eu sempre quis 
oferecer, mas nunca consegui graças à minha guerra interior… 

A verdade é que, apesar de todo o ódio que carrego dentro de mim e por muito que 
eu não goste da minha existência, eu dou tudo o que tenho para ver alguém 
genuinamente feliz ou contente por aquilo que alcançou, ou é, pessoas assim, 
tendem também a deitar tudo a perder constantemente porque afinal de contas… 
Toda a gente vale a pena menos nós próprios certo?… E se no fim do dia isso ajuda 
a meter um pouco de luz no nosso imenso vazio pessoal… Porque não o fazer?…

Quando a noite chega, tal como a lua, nós passamos por imensas fases e iremos 
sempre completar o nosso ciclo e voltar ao nosso normal e eu talvez não te engane 
com o meu sorriso forçado ou a boa tentativa de uma disposição agradável, mas que
culpa tenho eu que tudo em mim mostre o enorme desespero por algo que desperte 
uma chama na minha vida e que finalmente mostre que o facto de eu existir não é 
um enorme desperdício… 

Ponto é, eu sou uma bola gigante de coisas complicadas e contraditórias, cheia de
inseguranças, traumas, medos, coisas humanas e também nunca vou ter a coragem 
de pedir ajuda. Eu quero, acredita em mim, mas quando a hora realmente chega eu 
sinto que a minha presença simplesmente vai incomodar mais alguém
desnecessariamente e que acabarei deixado para trás como sempre e sei que estes
problemas serão o fim de mim um dia e que me acompanharão até à cova, mas 
escrevo isto exatamente para que tu ainda possas fazer a escolha certa! 

Sabes aquela sensação de frustração porque ninguém nunca realmente te entende 
e toda a gente parece conseguir ser alguém menos tu? 

Não precisas de fugir dela, eu confio que, assim como eu, tenhas todas 
as capacidades de conseguir algo grandioso e digno de ti, mas não 
desistas nunca de tal! Não tenhas medo de falhar, arriscar ou mudar 
como eu sempre tive, a vida é feita disso e negar tal coisa 
simplesmente vai trazer mais dor… Confesso que os meus maiores 
arrependimentos são as coisas que eu nunca fiz ou oportunidades que 
nunca peguei devido ao quão insuficiente eu me achava e isso levou-me 
ao desejo de acabar com a minha vida imensas vezes, inclusive enquanto 
escrevo isto, mas por favor não deixes o mesmo acontecer a ti! 

Não deixes que a ansiedade te consuma… Erros fazem-te crescer e 
aprender, mas não trates eles como amigos e não leves felicidade como 
algo que dura para sempre, ela é momentânea e vem nos mais diversos 
aspetos, arte, aquele elogio que aquela pessoa da tua turma te deu, 
amigos, até nas coisas que tu menos esperas, verdade é que ela aparece 
quando menos procuras então não te esgotes na busca da mesma, apenas sê f
eliz com o que tens e faz o melhor de todas as oportunidades! 
Procura, pessoas que desafiem a tua maneira de pensar, sê quem tu 
realmente és e não tenhas medo porque a especialidade está em ser 
único! Todos nós lidamos com coisas assim e todos sentem medo como tu, 
nunca vais estar sozinho! 

Pessoas vão dizer que nunca vais conseguir nada e quando finalmente 
conseguires vão dizer que sempre te apoiaram, o mundo é frio sabes, 
então que isto te sirva como um casaco para te proteger de tudo o que 
vais encontrar. 

A vida é pequena, não deixes ela passar! Nós gastamos muito tempo a 
chorar por tempo que nunca vai voltar! Lembra-te que pessoas mudam. Até 
o próprio diabo costumava ser um anjo! Nunca vai ser sobre aquilo que 
as pessoas pensam, mas sim como tu te sentes! 

Então… se me entendeste, muda! 

Duarte Castro / Luís Fonseca (12.º G)


Tema: afetos e educação para a sexualidade

Mariana Martins (12.º H)









Sexualidade

Nasces em branco como uma folha
e a tua identidade e género fica à tua escolha.

O importante é sermos respeitados
e não pela sociedade postos de fora
deixarmos de ser limitados
e deixar o mau pensamento que nos devora.

Talvez a igualdade
seja vontade de liberdade
seja essa pessoa trans
seja transparente
e mesmo que te julguem diferente
continua sempre forte e independente.

Gustavo Santos/Jorge Almeida (12.º G)




Tema: atividade física

Amor ao Desporto

A minha energia é o desafio e a motivação,
que me alimenta para me manter ativo.
Que me faz ter força para exercitar
não só o meu corpo como a minha mente.
É o que me faz sentir vivo e capaz.

Maria Andrade/Rúben Santos (12.º G)






Tema: educação alimentar


Cláudia Vieira (12.º H)


João do Ó (12.º H)












  • Nos dias 23, 24 e 28 de abril esteve connosco a historiadora e investigadora Giuseppina Raggi, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Investigar uma das causas históricas do racismo — a escravatura, no caso específico, o tráfico atlântico de milhões de pessoas escravizadas — e, nessa investigação, identificar (des)valores comuns à escravidão e aos atuais comportamentos racistas foi a proposta colocada aos nossos alunos. Durante estes dias, doze turmas do ensino secundário tiveram a oportunidade de adquirir ou de aprofundar conhecimentos e simultaneamente de perscrutar valores relativos a um dos domínios que neste ano letivo escolheram desenvolver: os Direitos Humanos. Algumas imagens de momentos do trabalho realizado:






















  • A aluna Beatriz Diaz, do 10.º B, vem ao blogue apresentar o projeto CINEDZ e fazer um convite, ou, talvez mesmo, um desafio:





O regulamento, o calendário e os formulários para apresentação e subscrição de propostas estão, respetivamente, aquiaquiaqui e aqui.



O descontrolado crescimento da pandemia conduziu, 
entre 22 de janeiro e 19 de abril, a nova suspensão do ensino presencial. Apesar das limitações significativas que um confinamento necessariamente comporta para o exercício da cidadania e formas de o expressar, os nossos alunos não desistiram desse labor. Labor ainda mais necessário nos momentos de crise. Alguns exemplos:


  • «O que é a mutilação genital feminina? Em que países está legalizada? Em que países, mesmo sendo ilegal, ela é realizada? Como podemos lutar conta esta situação? Existem instituições de apoio às mulheres que são vítimas desta mutilação?»
    Foi para tentar encontrar respostas a estas e a outras inquietantes perguntas que a Carla Ferreira, a Cristina Rodrigues e a Luna Pires, do 11.º B, se dedicaram ao trabalho de pesquisa e de análise de informação sobre este assunto. As respostas encontradas estão neste vídeo, que nos interpela a refletir e agir: 




  • «É possível ser solidário e sensível às questões ou problemas de outrem, e assim evitar magoar e tocar em lugares mais frágeis de alguém.» Esta afirmação faz parte das conclusões que a Cláudia Joaquim, do 11.º F, partilha connosco, após ter investigado sobre o grave problema do suicídio na adolescência. Se queres saber as principais causas, alguns dos sinais de alarme, formas de tentar prevenir a sua ocorrência e, igualmente, a sua eventual relação com a pandemia que estamos a atravessar, clica  aqui.



PETIÇÃO PÚBLICA

Lê e, se quiseres subscrever, clica, em baixo, no botão «Assine aqui!» e segue as instruções. No final, não te esqueças de ir ao teu e-mail confirmar. 




À Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, 

    Nós, Jovens Embaixadores/as do Comércio Justo da Escola Secundária de Amora, envolvidos/as na defesa da justiça social e ambiental e na defesa da dignidade humana, ficamos indignados/as pelas informações transmitidas pela comunicação social e pelas organizações de defesa dos Direitos Humanos sobre a situação do povo Uigure no Xinjiang, na China. 

    A lista das violações dos Direitos Humanos denunciadas publicamente é grande, deslocações forçadas de populações, detenções arbitrárias em campos de “reeducação”, desrespeito pelos direitos culturais e religiosos, trabalho forçado, entre outras.

    Percebemos também que o trabalho forçado ao qual o povo Uigure é submetido beneficia empresas da moda, das tecnologias ou do ramo automóvel sediadas, ou que comercializam os seus produtos, na União Europeia. 

    A União Europeia anunciou, no dia 30 de dezembro de 2020, dias antes da transição da Presidência alemã para a Presidência portuguesa, a celebração de um acordo de princípio sobre o Acordo Global de investimento com a China. 

    A Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia é muito clara sobre as noções de dignidade humana (Artigo 1º), de proibição da tortura e dos tratos ou penas desumanos ou degradantes (Art. 4º), de proibição da escravatura e do trabalho forçado (Art. 5º) ou ainda de liberdade de pensamento, de consciência e de religião (Art.º 10). 

    Neste quadro, apelamos à Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia que garanta a coerência das suas políticas e que defenda o primado dos Direitos Humanos sobre os assuntos económicos, velando pelo respeito dos direitos do povo Uigure. Apelamos também para que sejam promovidas ou apoiadas iniciativas que obriguem as empresas ativas no seio da União Europeia a garantir o respeito pelos Direitos Humanos e Laborais em todas as etapas dos seus processos de produção. 

Amora, 12 de março de 2021
(Data de aprovação do texto pelos alunos. Colocado em Petição Pública no dia 6 de abril)

Em parceria com: 
Com o apoio de:
              







  • Os problemas decorrentes da desigualdade de género não são apenas nacionais, não são apenas europeus, são planetários. Foi por esta razão que o João Lercas e o Rafael Machado, do 11.º B, foram investigar o que se passa, neste domínio, em países em que predomina a religião islâmica. As conclusões estão aqui.



  • Uma veemente chamada de atenção: «Há tanta gente a sofrer em silêncio e a sociedade não está nem de longe nem de perto consciencializada para ajudar quem sofre com estas doenças. Porque, sim, são doenças, não é carência nem falta do que fazer! Quando é que vamos perceber que, sem saúde mental, não importa o quão saudáveis sejamos fisicamente?» As autoras destas palavras são a Marta Canário e a Bruna Silva, do 11.º F.  Ler aqui


  • O Henrique Cordeiro, a Íris Lobato e o Pedro Vieira, do 11.º F, vêm partilhar a conclusão a que chegaram, após o estudo que desenvolveram: «Uma boa saúde sexual irá ter um desempenho positivo na nossa vida, pois, se formos conscientes e responsáveis, não iremos ter consequências negativas, uma vez que cuidamos do nosso bem-estar. Sim, saúde sexual é um bem-estar essencial.» Para ler o estudo completo, clicar aqui



  • «A autoestima dos jovens é posta em causa com a procura da perfeição que as redes sociais transmitem, pois ficamos dependentes de avaliações externas para nosso bem-estar.» Esta pertinente afirmação é feita pela Carolina Pestana, Filipe Guerreiro, Ingride Oliveira, Maria Real, Sara Pinela e Sofia Aleixo, do 12.º F, e decorre da investigação que fizeram sobre a saúde mental nos jovens, apresentada no vídeo que se segue:




  • Droga e tabaco constituem graves problemas de saúde pública. Os alunos David Simão, João Silva, Leandro Monteiro e Miguel Pinheiro (12.ºB) explicam porque deixam esta mensagem: «Diga não às drogas, para um futuro melhor, tanto para quem decide usar estas substâncias como para quem nos rodeia! Tenham consciência dos vossos atos e não decidam por influência dos vossos "amigos"!!»
Clicar aqui



  • A partir de um questionário, que dirigiram a quase uma centena de pessoas, sobre doenças sexualmente transmissíveis, a Catarina Campos, o Duarte Esguedelhado, o Rodrigo Galhano, a Thaiana Diall e o Tiago Metelo, do 12.º B, investigaram para conhecer melhor estas patologias. Agora partilham connosco o que aprenderam e as conclusões a que chegaram acerca deste grave problema de saúde pública, que muitos ignoram ou menorizam.






Para conhecer, clicar aqui.










  • Os morcegos trazem vários benefícios à natureza e ao próprio ser humano, mas também trazem consigo alguns perigos. Foi sobre estes últimos que a Maiara Sopas e a Vielma João, do 12.º B, foram procurar saber mais. Fica o contributo que nos deixam, para nossa melhor informação e para sabermos como agir em certas circunstâncias.
















  • «Se não for detetada atempadamente e tratada pode afetar significativamente tanto a vida emocional, como familiar, social ou escolar do indivíduo.» Foi isto que concluíram a Inês Carlota, o João Soares, a Leonor Oliveira, a Marta Prata e a Raquel Rodrigues, do 12.º B, em relação a uma doença específica. Para saber qual a doença e ver o folheto informativo que estes alunos fizeram, clicar aqui

                                                 




  • Três contributos de alunos do 11.º C sobre relevantes problemas do domínio da saúde: aborto, sexualidade e covid-19. Breves excertos de cada uma das investigações e reflexões realizadas:

«A questão do aborto provocado frequentemente é colocada como se a decisão de interromper a gravidez fosse fácil, e a mulher, mais ou menos indiferente a esse ato. Coloca-se o aborto como uma decisão egoísta da mulher que desafia uma sociedade cujos códigos legais e morais procuram fazer com que ela conserve a gestação de qualquer forma. Assim, a mulher aparece como uma criminosa, que, isoladamente, decidiu cometer um crime.» (Alline Silva, Flávia Guerra, Letícia Costa)
Para ver na íntegra, clicar aqui

«No entanto, a orientação em relação à sexualidade não é papel apenas dos educadores, é também papel fundamental dos pais e, portanto, sua responsabilidade não pode ser totalmente transmitida à escola, cabendo a cada família, por mais que seja difícil, abrir espaço para o diálogo sobre a sexualidade.» (Élvio Almeida, Miguel Guerreiro, Simão Barbosa)
Para ver na íntegra, clicar aqui

«Esperamos que este projeto consiga sensibilizar as pessoas para que não deixem esta doença causar mais danos do que já causou, utilizando todos os recursos que nos são dados para conseguir erradicar esta pandemia.» (Angel Martins, Marcos Lousa, Miguel Moutas, Noan Lavor, Tomás Guerra)
Para ver na íntegra, clicar aqui



  • Partindo dos conhecimentos de uma colega guatemalteca, os alunos do 10.º B, abordaram o domínio da saúde, na América Latina, em diferentes vertentes: abuso sexual, falta de condições hospitalares e corrupção. Fizeram-no, pensando na importância da partilha de conhecimento sobre outras realidades do mundo e convidando-nos a comparar com a nossa própria realidade. Para isso, escreveram uma peça de teatro, que representaram no auditório da escola, no passado mês de janeiro. Autoras e atrizes: Beatriz Diaz e Mariana Cunha. Atrizes e atores: Ana Gomes, Daniel Araújo, Gabriel Coelho, Leonor Lionço, Luiz Batista, Mariana Gonçalves, Mariana Ramos e Rafael Garcez.
        Dificuldades técnicas com o registo vídeo impossibilitaram-nos de publicar toda 
        a representação no blogue. Para contornar este obstáculo, os alunos decidiram
        escrever um resumo do conteúdo da peça e mostrar dois pequenos vídeos, em
        em jeito de trailer:

A peça de teatro retrata a triste vida de muitos cidadãos latinos americanos. A cena acontece na Guatemala, um país da América Central. A personagem principal é uma jovem de 15 anos, cujo nome é Carmen Castellanos, que foi vítima de abuso sexual pelo seu ex-companheiro, ficando grávida e sendo obrigada a voltar a ter um relacionamento com ele. 
A peça quer mostrar como um abuso sexual pode acontecer em muitas situações e em qualquer faixa etária. Normalmente, quando ouvimos algum caso destes, a primeira ideia que temos é que a vítima foi abusada sexualmente por alguém desconhecido, mas a realidade pode ser essa ou não. Este tipo de crime pode acontecer entre pessoas que já tenham tido intimidade, como um ex-marido, um ex-namorado, amigos ou colegas. Há casos em que até mesmo dentro da família acontece este tipo de crime, infelizmente! 
Além disto, a peça procura mostrar também as péssimas condições, a falta de recursos e a ausência de auxílio médico sentidas por muitos cidadãos da América Latina. Procura transmitir o sofrimento de muitos deles e mostrar a corrupção que há — o que faz com que, se há dinheiro, as pessoas são auxiliadas rapidamente, se não há, podem falecer de tanto esperar. Mostramos pacientes com problemas graves que, na peça, estão horas à espera para serem atendidos. Um deles encontra-se há mais de 24 horas a aguardar. Este tempo de espera foi indicado com a intenção de demostrar a realidade, pois muitas pessoas chegam a ficar mais de três dias à espera de atendimento. 
Quisemos mostrar que, pela falta de condições, muitas pessoas com doenças graves, acabam por não resistir ao tempo de espera, ficam sem vida no local que deveria tratar delas. Já aconteceram vários casos de as pessoas estarem deitadas em macas nos corredores ou no chão, ou sentadas em cadeiras, sem vida, mais de 48 horas. 
Procurámos dar realismo à peça e mostrar que, por negligência e corrupção da parte da médica Anastasia Barrios, a jovem de apenas 15 anos e grávida perde o bebé e a vida. Em vez de ter sido atendida, foi mandada, por não ter dinheiro, para a sala de espera, já tendo as águas rebentado. Enquanto isso, uma paciente rica, por apenas ter partido uma unha, passou à frente, ou seja, acabou por ocupar o lugar de alguém que realmente precisava e que mais tarde veio a falecer. 
Nos países da América latina, dinheiro significa sobrevivência, pois sem dinheiro morre-se! Foi assim que mostrámos, através desta encenação, a vida de muitos cidadãos da América latina. Achamos importante todos conhecerem a vida de cidadãos de outros países. 
Acontece que Portugal é um país de sonho para eles, e nós, que estamos cá, muitas vezes não damos valor. Então, no fundo, a peça também serviu para cada um de nós pensar e dar valor ao que nos é dado e ao que temos.
    

                

 




  • Em contexto de pandemia, o contributo da aluna Leida Semedo, do 11.º TAS, para ajudar a fortalecer o nosso sistema imunitário.





  • «Fechem os olhos, recolham-se para dentro de vós e pensem na História, com H grande, caso estejam na dúvida. Pensem nas figuras grandiosas da ciência, política, arte, etc. Quantos desses nomes e dessas caras que vieram à vossa mente pertenciam a mulheres? Na maior parte dos casos, nenhum. É no mínimo estranho, uma vez que as mulheres também estiveram presentes nesses acontecimentos, mas, muitas vezes, atrás das cortinas, debaixo do pano... Contudo as pessoas não costumam incomodar-se com isso. Dá que pensar, não dá?» Esta é uma das falas iniciais do trabalho A História na Voz das Mulheres que a Construíram, elaborado pelas alunas do 10.º H, Ana Catarina Cardoso, Carolina Rodrigues, Inês Braga, Isabella Lima e Lara Morgadinho. Um exemplo de cidadania, mesmo em confinamento...

Parte 1

                                      Parte 2

                                                                   Parte 3



  • A investigação intitulada O Trabalho e a Igualdade de Género, da autoria de Aldânia, Beatriz, Diana e Laura, do 10.º H, constitui o contributo destas alunas para o aprofundamento do conhecimento e dos valores inerentes a este domínio da realidade social. 
        Clicar aqui para ver o trabalho, apresentado e debatido em aula (E@D).


  • O aluno Pedro Dias, da turma 11.º TGPSI, realizou este trabalho em vídeo, onde faz um diagnóstico e nos convida a pensar sobre alguns dos nossos comportamentos:




  • Duas alunas do 11.º B, Catarina Caio e Madalena Passarinho, partilham connosco uma pertinente investigação que levaram a cabo para tentarem perceber se as tecnologias de informação e comunicação estão a promover a igualdade ou a desigualdade de género.

A Igualdade de Género e as TIC
Este trabalho teve como objetivo principal identificar se as TIC são promotoras de (des)igualdade de género. Para tal propusemos os seguintes objetivos/etapas: 
  • Compreender o que é a igualdade de Género. 
  • Refletir sobre a relação entre género e TIC na educação. 
  • Abordar as consequências da diferenciação de género no campo da inovação tecnológica e media. 
  • Procurar desconstruir estereótipos de género no que se refere ao acesso e utilização da internet por raparigas e rapazes. 
  • Partilhar experiências que têm contribuído para a diminuição de desigualdades e despertado a atenção de cada vez mais mulheres para este setor. 
Depois, elaborámos uma planificação do projeto/trabalho, a partir da qual, formulámos um conjunto de questões que constituíram a base para a elaboração do nosso questionário, aplicado a um universo de 50 indivíduos (envolvidos direta ou indiretamente nas TIC) e onde, juntamente com pesquisas posteriores sobre esta temática, pudemos responder à pergunta "as TIC são promotoras de (des)igualdade de género?" 
Questões de partida: 
  • Porque é que os cursos relacionados com TIC são frequentemente "dominados" por homens? 
  • As mulheres não gostam de tecnologia? • Como pode o setor digital cativar mais raparigas? 
  • Os videojogos atraem mais os rapazes? 
  • Será que a prática dos videojogos desde pequenos conduz mais os rapazes para as áreas tecnológicas do que as raparigas? 
  • Que desafios as mulheres encontram para entrar no setor tecnológico e digital? 

                               
Sexo e Género 

O primeiro passo para uma melhor compreensão e interiorização do conceito de Igualdade de Género consiste desde logo em efetuar uma distinção entre Sexo e Género. 
O homem é representado pelo símbolo do deus romano da guerra - Marte. O círculo corresponde ao escudo de proteção e a seta a uma flecha que ele dispararia com o seu arco. Marte está associado à masculinidade, à confiança, à energia, à paixão, à força, à competição, à ambição e à conquista. 
                  A mulher é representada pelos símbolos da deusa romana do amor e da beleza — Vénus. A cruz em ligação com o círculo corresponde a um espelho de cabo que ela tem na mão e no qual ela se contempla, uma manifestação de feminilidade. Vénus simboliza as emoções, a simpatia, a capacidade de se relacionar amorosa e socialmente, a fertilidade, o nascimento e a renovação. 
Quando falamos de igualdade entre homens e mulheres, ou de Igualdade de Género, isto significa uma igualdade de direitos e liberdades no que diz respeito à igualdade de oportunidades, de participação, de reconhecimento e da valorização em todos os domínios de sociedade, político, económico, laboral, pessoal e familiar. 


São as TIC promotoras de (des)igualdade de género? 

Para responder ao objetivo do nosso projeto/trabalho, analisámos as respostas dos questionários aplicados a um universo de 50 inquiridos, 27 indivíduos do sexo masculino e 23 do sexo feminino, pertencentes ao grupo etário dos adultos (maiores de 18 anos) onde concluímos que: 
  • Existe uma tendência masculina na área educacional e posteriormente profissionalmente nas áreas das TIC; 
  • A participação profissional dos homens e mulheres no mercado de trabalho é desigual, facto que se reflete também e sobretudo nas áreas das TIC; 
  • Nas empresas privadas e na administração pública, os empregos nesta área das TIC são maioritariamente ocupados por homens, pese embora que, o número de mulheres com habilitações superiores nesta área estar a aumentar. 

A maioria dos inquiridos (95%) concorda que existe uma associação clara das tecnologias à imagem masculina e que esta tem influenciado a construção da identidade de género nesta área. Por sua vez, esta reflete numa menor representação feminina no mundo da inovação tecnológica e digital. 
Para este facto surge mais frequentemente (91%) a ideia de que a utilização de computadores (a começar nos videojogos) é uma prática mais masculina, levando a que muitas raparigas desvalorizarem o seu potencial nesta área e assim a distanciarem-se de possíveis carreiras. 

A maioria dos inquiridos refere que se trata de uma área de mais interesse e motivação para os homens do que para as mulheres, mas por outro lado, reconhecem a crescente qualificação de mulheres nas TIC. Apontam ainda que, não se trata de uma desigualdade na oportunidade profissional, mas sim, o resultado essencialmente, de uma menor escolha profissional de mulheres nesta área das TIC.
Apesar de cada vez mais as raparigas utilizarem novas tecnologias e redes sociais como forma principal de comunicação, ainda parece haver um distanciamento em relação aos cursos e carreiras no setor digital (88% dos inquiridos). 

O importante será perceber o que cativa as raparigas nas TIC e o que as leva a não seguir essa área enquanto escolha vocacional. Nesta fase será bom estimulá-las a pesquisar a diversidade de percursos, empregos, áreas que podem ser abordadas a partir das TIC. 
Esta conclusão é confirmada quando percebemos que a nossa sociedade está cada vez mais fundada no mundo digital e tecnológico, sendo por isso importante saber se as diferenças e semelhanças de género na utilização das TIC comprometem o acesso à informação, ao desenvolvimento de competências e à integração no mundo do trabalho. 
Dados atuais do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (European Institute for Gender Equality, EIGE) mostram-nos que na Europa mais de oito em dez trabalhos de TIC são ocupados por homens.
 
Já em Portugal, de acordo com a edição de 2018 do índice “Women in Tech”, as mulheres ocupam apenas 16,08% dos empregos e lideram 6% das startups, apesar de sermos um dos países que dá mais oportunidades às mulheres na área da tecnologia, sobretudo ao nível salarial. 
Para assinalar o Dia Internacional das Raparigas nas Tecnologias da Informação e Comunicação (23 de abril), a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade (Rosa Monteiro), o projeto Engenheiras por um dia e o movimento Portuguese Women in Tech, associaram-se na organização de uma semana de atividades digitais e de (re)conhecimento do trabalho e trajetória de mais de 70 mulheres profissionais das áreas das engenharias e tecnologias de informação e comunicação. O objetivo foi dar visibilidade ao papel das mulheres nestas áreas de ensino e trabalho, de forma a incentivar as estudantes a seguirem estes percursos nas suas opções escolares, formativas e profissionais. 

Atualmente as mulheres representam menos de dois em cada 10 profissionais das TIC em Portugal, e apenas cerca de 0,2% das adolescentes portuguesas aspiram a trabalhar nestas áreas (Instituto Europeu para a Igualdade de Género). 
Habituámo-nos a que os engenheiros informáticos e os programadores das empresas tecnológicas fossem predominantemente do sexo masculino, mas hoje já existem muitas mulheres nestas empresas. É importante que as mulheres tomem consciência de que estes contextos podem ser alterados e conduzidos por mulheres.
O papel da escola pode passar, assim, por despertar o interesse feminino por carreiras tecnológicas e inspirá-las para novas possibilidades. Para tal, a partilha de mulheres nesta área do setor digital pode atrair, dando a conhecer histórias de sucesso, de modo a criar um mundo mais diverso e inclusivo. 
Assim, procurando desconstruir preconceitos e estereótipos de género sobre profissões tecnológicas, procura-se várias atividades junto das escolas a nível nacional e recorre-se a plataformas de comunicação digital. Estas atividades incluem sessões de «role model» com a participação de mulheres ligadas às engenharias e tecnologias que partilham a sua experiência académica e profissional, a realização de entrevistas a mulheres da família dos/as participantes que exerçam profissões nestas áreas, a visualização e discussão de filmes em contexto de aula. 
Mas a linguagem para atrair homens e mulheres para estas carreiras tem de ser diferente, até porque as suas expectativas não são exatamente as mesmas. Citando um estudo da Randstad feito com universitários, observa como o salário é o fator mais importante para ambos os sexos, mas em segundo lugar vem a oportunidade de progredir na carreira, para eles, e um bom «work life balance», no caso delas. 

 Webgrafia
• http://www.portuguesewomenintech.com 
• http://www.igniteworldwide.org/ 
• https://www.cig.gov.pt/ 
• https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/ 
• https://executiva.pt/mulheres-na-tecnologia-falta-talento-feminino-no-setor/ 
. https://www.europarl.europa.eu/news/pt/headlines/society/20180301STO98927/participacao-
  das-mulheres-nas-tic-desafios-e-oportunidades-infografia

Catarina Caio e Madalena Passarinho


De meados de setembro até ao dia 21 de janeiro, o presente ano letivo retomou o processo de ensino-aprendizagem presencial, ainda que com grandes condicionalismos decorrentes da situação de pandemia. Apesar de condicionado, o exercício da Cidadania, dentro e fora da escola, não ficou suspenso. Alguns apontamentos desse exercício.



  • A turma do 9.º B materializou o seu projeto: centenas de rolhas foram devolvidas por alunos da ESA para ajudarem na plantação de sobreiros. Um contributo para o desenvolvimento sustentável.





  • Os alunos da turma 9.º B deram-nos conta do trabalho que estavam a realizar e fizeram um apelo:

Todos podemos contribuir para o desenvolvimento sustentável

Como? O seguinte objeto merece ir para o caixote do lixo?

Claro que não! Tragam qualquer rolha de cortiça que tenham em casa e coloquem na árvore que está na Polivalente, pois a sua devolução, através do projeto “GREEN CORK ESCOLAS”, ajuda a que sejam plantados novos sobreiros no nosso país, o que melhorará o ambiente e o ar que respiramos. Pequenos gestos fazem a diferença. 

Os alunos do 9. º B agradecem.


  • Estes alunos também elaboraram cartazes com o título “Elogio ao sobreiro”, com o objetivo de chamar a atenção para a importância desta iniciativa. A tarefa foi concluída na aula de Educação Visual.



Cidadania com Parcerias

A parceria entre a ESA e a Câmara Municipal do Seixal, no âmbito do programa Povos, Culturas e Pontes, tem possibilitado, desde o ano letivo 2018-2019, uma colaboração estreita entre a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e algumas ONG, como é o caso do CIDAC (Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral) e da Rato  (Associação para a Divulgação Cultural e Científica). Deste modo, são múltiplas as ocasiões em que essas organizações cooperam, dentro ou fora da sala de aula, com professores e alunos no desenvolvimento de projetos. 

Também a parceria com o ISCSP-UL (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa), iniciada no ano letivo anterior, originou uma profícua cooperação, com prosseguimento no presente ano, entre o ensino universitário e o ensino secundário, no âmbito da Educação para a Cidadania.

Alguns registos de trabalhos que foram e estão a ser desenvolvidos.


Em dezembro

A 11 de dezembro, dia seguinte à celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, a turma do 11.º TC/TG convidou a turma do 10.º F, que nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento está também abordar o domínio dos direitos humanos, para uma partilha do trabalho até agora levado a cabo e para uma reflexão conjunta. 

Foi no auditório da escola que essa partilha se realizou. Foram apresentadas situações reais de violação dos direitos humanos, presenciadas e sentidas por vários dos alunos presentes, em particular comportamentos racistas e xenófobos. A preocupação e a indignação com estes problemas estiveram sempre presentes, assim como o modo de civicamente os combater. Da partilha fez parte uma pequena teatralização apresentada por alunos do 10.º F, sobre, precisamente, um episódio racista.












No auditório, momentos antes do início da partilha entre as duas turmas.








Momento de preparação para a teatralização.


No dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a turma do 11.º TC/TG promoveu uma atividade na escola que constituiu um contributo prático e, por conseguinte, um exercício de cidadania na defesa dos Direitos Humanos: afixaram cartazes, por si escritos e desenhados, em todos os pavilhões e procederam à colocação de uma faixa, de cujo conteúdo também são responsáveis, no gradeamento da entrada da ESA, assinalando, deste modo, uma data que marca a história da humanidade. Duas alunas da turma e o diretor da escola assinalaram o momento com discursos que enfatizaram a importância do respeito pelos direitos humanos em todos os locais: na escola, no país, no mundo.

Faixa no gradeamento da entrada da ESA e alunos do 11.º TC/TG.

 Afixação de cartazes nos pavilhões.
Alunas do 11.º TC/TG e diretor da escola, no momento dos discursos.
(Agradecimento à nossa professora bibliotecária pela partilha do vídeo)

O texto, na íntegra, do discurso elaborado pela turma e proferido pelas alunas: 
«Nós somos alunos do 2.º ano do Curso de Comércio e Gestão e, em parceria como CIDAC (uma organização que, entre outras atividades, promove o comércio justo) escolhemos, como um dos domínios para trabalharmos nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, os Direitos Humanos. Escolhemos este domínio, porque acreditamos que este é um assunto que deve ser sempre defendido para o bem-estar de todos nós. Como tal, e porque hoje, dia 10 de dezembro, se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos, não podíamos deixar passar este dia em branco. Queremos celebrar esta data para honrar o dia em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou, a 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos e queremos também homenagear o empenho e a dedicação de todos os cidadãos defensores dos direitos humanos.
Já é altura de colocarmos um ponto final em todos os tipos de discriminação, promovendo a igualdade entre todos os cidadãos.»

......................

O ISCSP-UL colaborou com a turma do 10.º A na abordagem do domínio da Igualdade de Género, partilhando, no presente mês, algumas das conclusões das sessões realizadas com os alunos em outubro.

Momentos da abordagem de alguns conceitos-chave presentes nas conceções dos nossos alunos acerca dos estatutos de homem e mulher, na nossa sociedade,
A igualdade traduzida em equidade entre os géneros foi o ponto essencial da reflexão partilhada e do debate realizado.

Em novembro

As sessões oficinais, iniciadas em outubro, prosseguiram no mês de novembro. 

Tendo como sugestão de partida,  apresentada pela  Associação Rato, um conjunto disperso de termos, os alunos da turma 11.º F discutem, em grupo, quais desses termos consideram essenciais para integrarem o  seu conceito de Saúde.


Inserido no projeto Jovens Embaixadores do Comércio Justo, em parceria com o CIDAC, a Turma do 11.º TC/TG prepara, para o dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, uma intervenção cívica na ESA. Os alunos discutem as atividades que consideram pertinentes desenvolver, com o objetivo de assinalarem publicamente o significado do Dia Internacional dos Direitos Humanos.








Cenas de um jogo de futebol feminino e de um outro masculino integram uma sessão oficinal de motivação para
problemas inerentes ao domínio da igualdade de género. 
Com a colaboração da Associação Rato,
os alunos da turma 10.º TGPSI debatem conceitos e identificam problemas decorrentes de múltiplas situações de desigualdade de género que as sociedades mantêm.

Um vídeo narrando uma situação real é a porta de 
entrada para o complexo domínio da Interculturalidade.

Participação ativa dos alunos do 8.º D, 
com a apresentação de diferentes pontos de vista, no momento da reflexão partilhada sobre o problema suscitado no vídeo.








Compreender o desenvolvimento sustentável para informada e conscientemente assumir uma posição ativa de cidadania esclarecida é o objetivo final a atingir. Até lá, existe um percurso a fazer. A Associação Rato veio ajudar os alunos do 12.º F a realizar esse percurso.


Pilares para um desenvolvimento sustentável?


Reflexão em grupos.
Pesquisando as rotas
dos produtos que consumimos

Procurando o país de origem de uma garrafa de plástico.


Em outubro

Iniciaram-se neste mês sessões oficinais nas turmas 10.º A, 10.º G, 10.º H, 11.º B, 11.º G e 11.º TC/TG. Nesta fase inicial de escolha dos domínios a trabalhar, as sessões tiveram dois objetivos principais: através do exercício da reflexão partilhada e dialogada, motivar e escrutinar possibilidades de trabalho nos domínios escolhidos.  
Registos de alguns desses momentos.




A turma do 10.º G sendo convidada a refletir sobre problemas relativos aos Direitos Humanos, com a cooperação da Associação Rato.





Alunos do 11.º TC/TG analisando, em grupo, as relações entre o comércio justo e os Direitos Humanos. Sessão oficinal, com a colaboração do CIDAC, cumprindo a regra sanitária do distanciamento físico.


A partir do videoclipe If I Were a Boy, da cantora Beyoncé, os alunos da turma 10.º H, com 
a colaboração da Associação Rato, iniciam o escrutínio de problemas 
suscitados pela desigualdade de género.





Ainda em outubro, a Associação Rato partilhou e debateu com os professores de Cidadania e Desenvolvimento, da ESA, algumas das estratégias que implementa no âmbito da educação não formal.



A sessão decorreu no auditório da ESA.

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