Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.

2022-2023: Cidadania sem pandemia

O ano letivo 2022-2023 inicia-se sem constrangimentos sanitários! Após dois anos e meio de fortes restrições, derivadas da situação pandémica que vivemos, voltamos a uma vida escolar normal. Voltamos a viver a escola sem o uso obrigatório de máscara, sem distanciamento social, sem diminuição das lotações dos espaços e, principalmente, sem os medos que inibiam a saudável convivência. Podemos, pois, voltar a viver a escola de forma livre, mas também de forma responsável, pois o que aprendemos com a pandemia não deve ser esquecido. 

Deste modo, o exercício da cidadania volta a ser pleno de possibilidades, e este blogue continuará a ser, como tem sido desde a sua criação, um espaço de partilha de projetos e de atividades que os nossos alunos realizam no âmbito da Educação para a Cidadania.
Que o ano 2022-2023 seja de muita participação cidadã. 

Diário da horta


Para além de estar a (re)criar uma horta na escola, um grupo de alunos do 9.º A está também a elaborar um diário, que narra as atividades que vão sendo desenvolvidas para que o projeto se torne uma realidade.
Neste momento, o diário já conta com a descrição de quatro momentos relevantes do que foi e está a ser feito, e que nos ajuda a compreender tudo o que envolve a construção de uma horta.

Assim, para quem desejar acompanhar o trabalho que os nossos alunos estão a realizar, basta clicar AQUI. Informações complementares sobre este projeto de Cidadania e Desenvolvimento encontram-se AQUI.

Palestra com o ativista Miguel Duarte

Três alunos do 12.º F, que organizaram e moderaram a palestra, e Miguel Duarte

No âmbito do domínio do Voluntariado, um grupo de alunos da turma F do 12.º ano, desenvolveu um projeto que tinha como objetivo trazer à escola alguém com uma experiência de vida no voluntariado internacional e compreender o impacto que o voluntariado tem na saúde mental dos voluntários e das pessoas resgatadas. 
Este projeto foi concretizado com a realização, no dia 18 de janeiro, de uma palestra no auditório da escola, com o ativista Miguel Duarte, voluntário que desde 2016 resgata migrantes no Mediterrâneo, e com a Psicóloga Escolar Susana Salvador. Este ativista português tinha 24 anos quando decidiu juntar-se a uma tripulação de resgate marítimo no Mediterrâneo central, a bordo de um navio de resgate, o “Iuventa”. O Miguel Duarte participou no resgate de cerca de 14 mil pessoas. Foi uma experiência de vida extraordinária, relatada na primeira pessoa, no auditório da nossa escola, por um cidadão português, voluntário e ativista na defesa dos Direitos Humanos. 
Fica aqui uma pergunta do Miguel, que poderá ser a pergunta de todos nós, que estivemos a assistir a esta palestra: «Já tinha ouvido muitas notícias sobre o sofrimento dos migrantes e refugiados às portas da Europa e sempre tive a sensação que alguma coisa deveria ser feita. Uma pergunta ficava sempre na minha cabeça: “Porque não eu?”».

Uma horta: cultivar para promover o interesse pelo consumo sustentável e o respeito pelo meio ambiente.

Antes
No âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, um grupo de alunos do 9.ºA decidiu implementar uma horta na nossa escola. O objetivo do projeto centra-se em tornar a escola mais sustentável e, de acordo com os problemas identificados pelos alunos, «utilizar o terreno abandonado para fazer uma horta escolar, com os alimentos que faltam na cantina, resolvendo o problema do terreno abandonado e a falta de ingredientes na cantina». 



Inicialmente, os alunos solicitaram e conseguiram o apoio da Junta de Freguesia de Amora para a limpeza do terreno, que se encontrava impróprio para o cultivo. 
Sendo um trabalho proposto por um grupo de alunos desta turma, já está a envolver outros colegas e professores. 
Com empenho e determinação, dinamizaram os primeiros trabalhos práticos na busca dos objetivos traçados. 
O projeto pretende envolver funcionários e, desejavelmente, outros elementos da comunidade educativa. É um projeto de longa duração para colher muitos e bons «frutos». 
Neste momento, os alunos já contam com o apoio e a colaboração dos professores responsáveis pelo Projeto da Estufa da nossa escola, nomeadamente as professoras Ana Paula Guia e Filomena Andrade e o professor Joaquim Queijinho. 
Os alunos responsáveis pela implementação da horta na ESA são: Iara Rodrigues, Luana Barbosa, Mariana Silva, Nathan Pinto, Miguel Nunes, Rodrigo Rocha e Ricardo Sousa. 


Gastronomia a ligar interculturalidade e inclusão

No sentido de promover a interculturalidade e a inclusão, domínios trabalhados na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, os alunos da turma 12.º A realizaram na sala polivalente do pavilhão A, no dia 19 de janeiro, da parte da manhã, uma mostra gastronómica de pratos de diferentes nacionalidades, ilustrada com informação sobre o modo de confecionar e algumas curiosidades sobre os produtos apresentados. 
A comunidade educativa da ESA foi convidada a provar as iguarias e manifestaram a sua satisfação. A atividade foi divulgada através da Biblioteca escolar e Rádio da ESA.

 


                                  

Os nossos alunos na Assembleia da República


No âmbito do Projeto Cultural de Escola, cinco turmas do 12.º ano, do Ensino Regular – turmas E e F – e do Ensino Profissional – turmas TGPSI, TC e TG — realizaram, no passado dia 12 de janeiro, uma visita de estudo à Assembleia da República.
Para três das turmas participantes, esta visita enquadrou-se também no trabalho que está a ser realizado em Cidadania e Desenvolvimento, no domínio das Instituições e Participação Democráticas.
Acompanharam os alunos quatro professores, envolvendo as disciplinas de História, Cidadania e Desenvolvimento, Direito, Sociologia e Área de Integração.




O grupo foi recebido às 10:30h pela deputada Lina Lopes, do Grupo Parlamentar do PSD. A deputada acompanhou os alunos durante a parte da manhã, numa visita guiada ao interior do Parlamento, onde foi possível conhecer o Salão Nobre, a sala do Plenário (sala das sessões), a sala do Senado, a sala dos Passos Perdidos e a escadaria nobre.
À tarde, a mesma deputada conduziu o grupo às galerias, para se poder assistir ao debate agendado para esse dia. A visita ficou concluída, cerca das 17h, com a deputada Lina Lopes a acompanhar alunos e professores à saída do Parlamento. 
O interesse demonstrado por todos os alunos, assim como o seu comportamento, superou as expectativas. Na avaliação dos próprios, a visita de estudo foi muito boa, pois proporcionou múltiplas vivências e aprendizagens.

Cabazes solidários

As alunas Alicia Varela, Nádia Silva, Nádia Claro, Patrícia Vieira e Beatriz Araújo, do 12.ºF, enviaram-nos este testemunho:

«O nosso projeto, realizado no âmbito de Cidadania e Desenvolvimento, no domínio do Voluntariado, tinha como principal objetivo ajudar famílias carenciadas. Assim, com a ajuda da nossa turma, fornecemos alimentos para a Associação Tutores de Bairro, sendo aqueles utilizados para cabazes entregues a diversas famílias, no decorrer de uma festa de Natal promovida por esta Associação.

Ficamos muito satisfeitas ao saber que este projeto vai ajudar muitas famílias especialmente nesta época de Natal.»

Os direitos das crianças

Os alunos do 12.º B organizaram uma palestra dedicada ao tema dos direitos da criança. Convidaram a associação Meninos do Mundo, cuja presidente é encarregada de educação de uma das alunas da turma, para dar a conhecer o trabalho que desenvolve e, a partir daí, suscitar uma reflexão coletiva sobre os graves problemas que milhares de crianças, em todo o mundo, sofrem. Para que a reflexão fosse mais alargada e participada, convidaram também os colegas do 11.º C.

Os três membros desta ONGD que vieram à ESA (a presidente, uma psicóloga e um enfermeiro) explicaram a missão que os orienta, totalmente realizada em regime de voluntariado, e relataram várias situações reais de violação dos direitos da criança com que recorrentemente se confrontam, em particular, em países africanos, onde com frequência se deslocam. Situações que impressionaram os nossos alunos e lhes suscitaram diversas perguntas e reflexões que incidiram muito nos possíveis contributos de cidadania que eles próprios poderiam dar para ajudar a minimizar os problemas narrados durante a palestra.

O desenvolvimento e as alterações climáticas


Uma parceria com a ZERO — Associação Sistema Terrestre Sustentável — possibilitou levar até aos alunos de três turmas da nossa escola um dos seus projetos: Ativa ClimACT. 

Este projeto tem dois objetivos principais: contribuir para a consciencialização da população relativamente aos impactos das alterações climáticas e fornecer aos jovens ferramentas teóricas e práticas possibilitadoras de ações que contribuam para o fim do aquecimento global em curso — condições necessárias para um desenvolvimento equilibrado.

Assim, no passado dia 9 de dezembro, os alunos das turmas do 9.º B, 11.º B e 11.º C tiveram a possibilidade de, em três sessões autónomas, aprofundar o seu conhecimento relativamente às principais causas que estão na base das alterações climáticas e de pensar que comportamentos individuais e coletivos podem adotar e propor para todos combatermos a catástrofe ambiental em desenvolvimento. Conhecimentos científicos, valores e ações de cidadania foram as âncoras das atividades realizadas.

A dinamizar estas sessões esteve Ricardo Filipe, engenheiro biomédico da ZERO, que contou com a colaboração dos professores de Cidadania e Desenvolvimento e de outras disciplinas.

O registo de alguns momentos do trabalho realizado com as três turmas:





Exposição

Foi hoje, 22 de novembro, aberta à comunidade educativa a exposição Para uma história do movimento negro em Portugal, 1911-1933 — Roteiro para uma educação antirracista. 
Esta exposição tem como objetivo contribuir para a desocultação da História da população negra em Portugal, resgatando a memória sobre a geração de afrodescendentes que, no início do século XX, constituiu o primeiro movimento pan-africanista da cidade de Lisboa.
Os autores deste trabalho de investigação são os professores Cristina Roldão, José Pereira e Pedro Varela, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal.
A exposição poderá ser visitada entre os dia 22 e 25 de novembro, na sala polivalente da ESA.
Este evento tornou-se possível pela parceria que a escola tem com o Projeto Tutores de Bairro E8G e com a editora Falas Afrikanas.





Para quem desejar consultar, fica aqui a ligação eletrónica da edição comemorativa do 110.º aniversário do jornal O Negro: https://archive.org/details/jornal-o-negro-110anos.

Uma resposta poética

No âmbito da unidade «Ambiente» do programa de Inglês, do 11.º ano, foi pedido aos alunos, pela professora desta disciplina, um texto curto, subordinado à pergunta: «O que dirias à humanidade se fosses uma árvore?». Pergunta esta também relacionada com o domínio da Educação Ambiental, que a turma está a trabalhar na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Fica aqui a resposta poética da aluna Inês Brito, do 11.º A.

Hoje é dia de participação eleitoral

No exercício do direito e do dever de votar.
Estão a decorrer hoje, 17 de novembro, as eleições para a Associação de Estudantes da Escola Secundária de Amora. 

Concluído o período destinado à campanha de divulgação e debate das propostas das quatro listas concorrentes, estamos no momento do escrutínio.

Independentemente do que disserem os resultados finais, a empenhada participação dos proponentes, dos apoiantes e de muitos outros alunos nas atividades desenvolvidas constitui, do ponto de vista da formação cívica destes jovens estudantes, o elemento mais relevante de todo o processo.

Esterótipos não fazem o meu género — um projeto de múltiplas parcerias

Iniciou-se neste mês de novembro, com três turmas do 7.º ano (A, B e D), na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, o projeto «Esterótipos não fazem o meu género: escolhas vocacionais e profissionais livres de preconceitos», em parceria com a UMAR - União das Mulheres Alternativa e Resposta, uma ONG representada no Conselho para a Igualdade e Direitos das Mulheres. 

Alguns dos objetivos deste projeto: 

a) Implementar um programa de prevenção de estereótipos de género e promoção de igualdade de género, focado nas escolhas vocacionais e profissionais, em contexto escolar com jovens do 7.º ano ao 9.º ano;

b) Capacitar profissionais com funções em contexto escolar para a promoção de escolhas vocacionais livres de estereótipos de género;

c) Apresentar os/as jovens ao mundo do trabalho através de visitas guiadas e workshops;

d) Partilhar experiências e conhecimentos com especialistas nacionais e internacionais.

Neste projeto participam, para além de quatro escolas do distrito de Setúbal e outras quatro do distrito do Porto, as seguintes instituições: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade de Lisboa, Instituto Politécnico do Porto, Universidade de Jyväskylä, ATEC - Associação de Formação para a Indústria, Associação Nós - Instituição Particular de Solidariedade Social - e a Icelandic Women's Rights Association.

O financiamento do projeto está a cargo dos EEA Grants (um acordo celebrado entre a União Europeia e a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein).

Cidadania associativa

Anfiteatro cheio, no momento de um dos debates realizados.

Está a decorrer, na ESA, a campanha eleitoral para a Associação de Estudantes. Apresentam-se a sufrágio quatro listas: A (Aladin), T (Turistas), U (União) e V (Vaquinhas). 

Para além de diversas iniciativas organizadas pelas diferentes listas, realizaram-se, na passada quarta-feira, dia 9 de novembro, quatro debates entre os representantes de cada uma das propostas. Nestes debates, foi possível testemunhar o modo civilizado com que ideias, argumentos e divergências foram apresentados e debatidos pelos protagonistas e pelas cerca de cinco centenas de alunos que neles participaram. Foram momentos de verdadeiro exercício de cidadania associativa. 

No próximo dia 17 ocorrerá o ato eleitoral, do qual resultarão os novos órgãos da Associação de Estudantes da ESA.