Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.
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“GRITO EXTRAORDINÁRIO”

Esta obra coletiva, realizada pela turma 10.º C, no âmbito da disciplia de Cidadania e Desenvolvimento, é uma reinterpretação de O Grito, de Edvard Munch, criada com materiais reciclados, inspirada no documentário Lixo Extraordinário, do artista plástico Vik Muniz. 

Através da arte, os alunos refletiram sobre dois temas centrais da sociedade contemporânea: os Direitos Humanos e a Educação Ambiental. Tal como Muniz deu visibilidade aos catadores/coletores de lixo de Jardim Gramacho, no Brasil, esta peça procura refletir a dignidade, a resiliência, a identidade e o valor humano de pessoas e comunidades frequentemente marginalizadas, sublinhando a importância do reconhecimento e respeito pelos seus direitos. 

Ao transformar resíduos em arte, este projeto alerta para o impacto do consumo e do desperdício, promovendo a reciclagem e o reconhecimento do valor do trabalho ambiental de tantos cidadãos. Simultaneamente, apela à consciência coletiva e à urgente necessidade de cada indivíduo repensar as suas atitudes e escolhas diárias em relação ao ambiente. 

A arte assume, assim, um papel ativo — como forma de expressão, denúncia e agente de transformação social e ambiental.

III Congresso de História Pública — Apresentação de um projeto de Cidadania e Desenvolvimento

A turma do 11.º G apresentou, no III Congresso de História Pública, o projeto «Pessoas africanas e afro-descendentes em Lisboa, a partir da pintura Chafariz d’El Rey», levado a cabo na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Neste congresso, realizado no passado dia 6 de junho, em Lisboa, os nossos alunos tiveram a oportunidade de apresentar publicamente o intenso trabalho de análise e interpretação da referida pintura, datada dos finais do século XVI. 

Este trabalho, que teve como pano de fundo o domínio dos Direitos Humanos, resultou de uma parceria entre a investigadora, historiadora de arte e de arquitetura, Giuseppina Raggi, da Universidade de Coimbra, e a ESA. 

O projeto foi financiado pela Faculdade de Ciências e Tecnologias e teve como objetivo levantar questões em torno do mecenato artístico e arquitetónico de pessoas e/ou comunidades africanas e afro-descendentes, durante o Antigo Regime, em Portugal. A participação da ESA decorreu em uma das etapas da investigação, incentivando a relação entre Cidadania e Arte. 

Durante a primeira fase do projeto, as alunas e os alunos do 11.º G exploraram a obra Chafariz d’El Rey, investigando e discutindo possibilidades para a sua contextualização e interpretação. Refletiram sobre a presença das pessoas africanas e afro-descendentes em Portugal, hoje, e a contribuição da comunidade africana para a formação da identidade de Portugal. 

Discutiram alguns dos problemas que se colocam neste âmbito e questionaram valores e atitudes dos nossos dias, como é o caso do racismo. Nas palavras da investigadora Giuseppina Raggi "a presença dos Europeus Africanos não é só uma história não contada da Europa, é também uma história [...] que ignora alguns dos seus protagonistas."

No decurso do Congresso, os estudantes da ESA apresentaram trabalhos de pintura, escultura e animação virtual por eles realizados, com base na abordagemexploratóriada obra de arte Chafariz d’El Rey. Fizeram uma análise comparativa com a atualidade, explicaram cenas dessa obra, nomeadamente no que diz respeito aos direitos humanos, à interculturalidade, à igualdade de género e ao papel da mulher. 

Posteriormente, responderam com muita qualidade e segurança a questões colocadas pelo público, que considerou relevante a participação dos alunos no congresso.

Oficina da Interculturalidade – 6ª Edição

“O Mundo é o nosso País” 


Ao longo do dia 22 e da manhã do dia 23 de maio, teve lugar a 6ª Edição da Oficina da Interculturalidade, a qual foi (como sempre) organizada por alunos das turmas, neste caso: 9º A, 9º B, 9º C, 11º B, 11º C, 11º D.1º TT e 1º TAS, com a ajuda dos alunos João Pato e João Chia, da turma de Artes do 12.º ano, do aluno Eduardo Barbosa, do 3.º TGPSI, e do nosso técnico operacional Nuno Cruz.

A abertura e arranque do evento contou com as boas-vindas declaradas pela aluna do grupo organizador Francisca Ribeiro, seguido pela leitura de um texto partilhado por Filipa Mascarenhas, a propósito do significado e importância da Interculturalidade. A BANDESA e a ESAMBA concluiram este passo com as suas atuações. 

O tema Migrações esteve subjacente às atividades desenvolvidas no Auditório, no palco, passarela e tendinhas culturais dispostas no espaço exterior, na sala B0.12, no Pavilhão A, tendo contado com múltiplas e variadas atividades
propostas pelos próprios alunos, bem como pela colaboração com o CIDAC, designadamente, a recriação de um mapa-múndi onde os alunos da ESA registaram o seu país de origem, o dos seus pais e avós, o Cine-Fórum com o visionamento de quatro curtas-metragens
seguidas de debate pelas turmas assistentes, a criação e posterior exposição de trabalhos de serigrafia levadas a cabo pelo 8ºC, com dois membros do Atelier Dentu Zona. 

O Bocca promoveu um interessante debate, desenvolvendo um diálogo partilhado sobre a natureza da arte, a sua prática integradora e
transdisciplinar, bem como a virtualidade de promover novas e diferenciadas perspetivas. 

A peça de teatro “O peso da Justiça” (redigida e trabalhada pelo 10º F) foi apresentada no auditório. 

Nas tendinhas culturais, foram apresentados vários artigos, atividades e jogos culturais relativos a Portugal, Espanha, Itália, França, Brasil, Japão, Angola, África do Sul, São Tomé e Príncipe, Bangladesh, Nepal, Índia e Paquistão, para além de uma das tendinhas apresentar maquetes feitas pelos alunos representativas de outros países e culturas. 


Assim, os nossos alunos deram a provar diferentes pratos e iguarias culinárias, mediante a apresentação do Passaporte da Oficina, bem como realizaram um desfile de vestes tradicionais, a sua música e até tipos de tranças.


Contou o evento com a participação das duas bandas da escola, a saber, a BANDESA e ESAMBA, as duas bandas criadas a partir da vontade dos alunos, e desenvolvidas com o Plano Cultural de Escola, companheiro inestimável das atividades de Cidadania e Desenvolvimento, na pessoa da professora Rosa Botequilha. 
 
A Oficina da Interculturalidade contou ainda com o apoio logístico da Junta de Freguesia de Amora, designadamente no empréstimo e montagem das tendinhas culturais, bem como no empréstimo dos estrados usados para a montagem da passarela.


 

Música e Saúde Mental - um projeto de Cidadania e Desenvolvimento do 11.º B

Um grupo de alunos da turma 11.º B dinamizou o debate "A importância da música no bem-estar individual e na sociedade", no Auditório da ESA. 

Assim, no dia 21 de fevereiro, o Artenilton dos Santos, o Diogo Carrusca, o Jesuíno Caetano e o Ronaldo Lobato receberam as turmas 1TAE, 1TT, 2TT, 3TAE para partilharem o seu projeto de Cidadania e Desenvolvimento. Para a apresentação e debate convidaram três pessoas ligadas à música e à escola: Márcio Ribeiro, formador do grupo de música Esamba e enfermeiro no hospital S. José, em Lisboa; Isabella Lima, guitarrista e vocalista da Banda da ESA, sua coordenadora em 2022-23 e estudante da Universidade Nova; João do Ó, ex-aluno, refundador da Banda da ESA, no ano de 2020, e estudante de Belas-Artes. 

No desenrolar do seu projeto, o grupo do 11.º B tinha estabelecido um conjunto de objetivos que estiveram na base das perguntas dirigidas aos convidados. Por exemplo: como a música pode contribuir para a saúde individual ou para a construção da identidade de cada indivíduo e de cada grupo, nos jovens? Neste sentido, os dinamizadores apresentaram dois vídeos para mostrar como a música pode ser uma expressão da espiritualidade e religiosidade humana e como é uma arma política e social. 

Entre as interessantes respostas de cada convidado e as perguntas dos jovens presentes no Auditório, destacamos os exemplos e testemunhos de terapias através da música. Não esquecendo a relevância das respostas de todos: nunca é tarde para aprendermos um instrumento e participarmos em grupos de música, enchendo a nossa vida de arte e criatividade. 

No fim do debate, assistimos a uma atuação do Artenilton, elemento do grupo e rapper, um jovem recentemente chegado de Cabo Verde, onde já gostava de cantar e participar em eventos. A ESA acolhe os novos alunos e contribui para promover trocas culturais entre todos, um dos objetivos desta atividade e do Plano Cultural de Escola. O público aplaudiu o Artenilton com muito entusiasmo!

50A25A - Oficina da Interculturalidade - Liberdade e Libertações

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2 e 3 DE MAIO. O encerramento das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, na ESA, ocorreu com a 5.ª edição da Oficina da Interculturalidade — organizada pelas turmas 9.º C, 10.º E, 11.º A, 11.º C e 11.º D, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 
O tema aglutinador foi Liberdade - Libertações, o que permitiu ligar de modo inequívoco a conquista da Liberdade em Portugal às lutas de Libertação levadas a cabo nas ex-colónias portuguesas de África.

Assim, os nossos alunos investigaram, em simultâneo, aspetos relevantes da vida política, económica, social e cultural em Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e também Timor-Leste, antes e pós 25 de Abril de 1974. 
Por considerarem ser culturalmente significativo, os alunos acrescentaram, a estas ex-colónias, outras ex-colónias portuguesas (Brasil, Goa e Macau), pois queriam saber da eventual influência do 25 de Abril na vida desses povos, apesar das suas ligações históricas a Portugal serem muito diferentes.
Cada um destes países ou regiões teve direito a montar uma Tenda Cultural, onde o trabalho de investigação desenvolvido foi exposto. 

No primeiro dia da Oficina, cada Tenda mostrou documentos (cartazes, textos e fotos) publicados quer pelo governo ditatorial quer pelos movimentos de libertação, antes do 25 de Abril e, no segundo dia, foram expostos materiais publicados no dia da Revolução e dias seguintes. 
Por essa razão, simbolicamente, as atividades do primeiro dia encerraram ouvindo-se, em toda a escola, a música E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho — 1.ª senha da Operação Fim-Regime, e o segundo dia iniciou-se com a audição de Grândola Vila Morena, de José Afonso — 2.ª e definitiva senha que confirmou a irreversibilidade do Movimento das Forças Armadas.

As Tendas Culturais tinham também, em exposição, artesanato, trajes, jogos e gastronomias de cada país ou região. 

Cada aluno visitante das Tendas tinha na sua posse um passaporte que lhe permitia participar num jogo em que deveria responder a perguntas específicas do país/região visitada. 
As respostas certas davam direito a prémios de gastronomia regional, confecionada pelos alunos e familiares.

Duas organizações parceiras da ESA, que tiveram uma participação ativa na preparação desta Oficina, também expuseram, em tendas próprias, documentos, livros, cartazes, gastronomias e artesanato. Referimo-nos ao CIDAC (Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral) e à editora Falas Afrikanas.

Durante os dois dias, para além das Tendas Culturais, desenvolveram-se múltiplas atividades, quer no espaço ao ar livre, quer no auditório, quer em salas de aula: música (Banda da ESA e ESA Samba), poesia, dança, oficinas («O 25 de Abril começou em África», com o grupo Consciência Negra; «Escrita Criativa», com o poeta e escritor Zetho da Cunha Gonçalves e Raja Litwinoff), colóquio «Clandestinidade e Liberdade» (com o ex-preso político José Pedro Soares), desfiles de trajes (Anos 70; Trajes Africanos), teatro (peça As Operárias, escrita e representada por alunos), Estátuas Vivas (Manifestação por Direitos), Flash Mob, leitura encenada do conto Nós Matámos o Cão-Tinhoso, de L.B. Honwana (pelo ator Miguel Serrão, do grupo de teatro A Comuna).
Todas as atividades tiveram como elemento agregador a Revolução de Abril.
Um breve registo fotográfico dessas atividades:
                
                    
     
   
       
No final, a grande equipa organizadora, ainda que cansada, festejou o bom trabalho realizado.

Para além das turmas organizadoras, tiveram participação ativa alunos das seguintes turmas: 7.º A (Poesia), 9.º D (Poesia), 10.º A (Poesia e Estátuas Vivas), 10.º C (Poesia), 10.º E (Poesia e Desfile de Trajes dos Anos 70 e Africanos), 10.º G (Poesia), 10.º H, (Pintura da Faixa de Entrada), 11.º TGPSI (Equipa de Som) e 2ESA (Teatro). 
A 5.ª Oficina da Interculturalidade contou igualmente com a participação de assistentes operacionais (Logística) e técnicos (Poesia) e a colaboração graciosa da HCSOM, assim como com o apoio logístico da Junta de Freguesia de Amora e da Câmara Municipal do Seixal. 
O PCE (Projeto Cultural de Escola) foi parte integrante na construção do projeto Oficina da Interculturalidade, que encerrou as Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, na ESA. 
As comemorações foram iniciadas no dia 1 de março e concluídas hoje, dia 3 de maio.

50A25A - Uma Obra Coletiva da ESA em homenagem ao 25 de Abril

29 DE ABRIL. Após a pausa letiva, regressamos para levarmos a cabo a semana de encerramento das comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, na ESA. E a semana iniciou-se, logo pela manhã cedo, com a realização da última fase da Obra Coletiva que homenageia a Revolução de Abril. 
A história desta Obra é explicada a seguir.

O seu processo de idealização começou em novembro do ano passado. Nessa altura, foram formuladas várias perguntas a todas as turmas da escola, ao pessoal docente e não docente e aos pais e encarregados de educação.
As perguntas incidiam sobre a pertinência de ser feita uma obra coletiva perene, que envolvesse toda a comunidade educativa e celebrasse os 50 anos do 25 de Abril. 
As perguntas sobre a simbologia, o formato, a localização e o desejo de participação na construção dessa obra obtiveram uma resposta maciça. Cerca de 1300 alunos (ensinos diurno e noturno), várias dezenas de professores, funcionários e pais apresentaram múltiplas propostas e sugestões e voluntariam-se para uma participação ativa na realização da obra coletiva.
Depois de várias reuniões e de muito trabalho de cooperação entre os vários intervenientes, finalmente, chegou o dia em que todos puseram, literalmente, mãos à obra: dia 29 de abril — primeiro dia da semana de encerramento dos dois meses dedicados à apresentação pública dos projetos realizados pelos nossos alunos, sobre os 50 anos do 25 de Abril.

Este trabalho de construção coletiva desenvolveu-se no âmbito do projeto CoESA (um projeto de parceria entre a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e o CIDAC, e com o patrocínio do Instituto Camões), que contou com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e da Junta de Freguesia de Amora.

O resultado é este que o diaporama abaixo documenta: 41 pinturas feitas por 41 turmas mais 9 pinturas realizadas por assistentes operacionais, assistentes técnicos, professores, pais e encarregados de educação, Centro Qualifica, Biblioteca Escolar, CIDAC, Câmara Municipal do Seixal e Junta de Freguesia de Amora, isto é, 50 pinturas para os 50 anos do 25 de Abril.

50A25A - Jogos Florais

29 DE ABRIL. A 2.ª edição dos Jogos Florais, organizada pelo Projeto Pro Cultur'Arte/BE, teve hoje também o momento de entrega dos prémios aos alunos que apresentaram os melhores trabalhos nas modalidades de:
- Poesia/Conto/Reflexões Pessoais;
- Desenho/Pintura/Ilustração. 

O tema, para todas as modalidades foi único: Liberdade. Em homenagem aos 50 anos do 25 de Abril.

Com uma assistência atenta e participativa, poder-se-á dizer que mais importante que os prémios foram os momentos de partilha e de reconhecimento dos talentos dos nossos alunos.

Mais uma vez, esta atividade contou com a empenhada participação musical da Banda da ESA.


50A25A - Abril, Cidadania, Arte

8 DE ABRIL. Depois do fim de semana para retemperar energias, hoje foi dia de artes performativas, na ESA. Os nossos alunos ligaram a Arte à Cidadania e ligaram ambas a Abril. Três turmas — 8.º B, 9.º D e 10.º B — começaram a trabalhar, em janeiro, com a Associação Animateatro, parceira do Projeto Cultural de Escola e nosso Artista Residente, em três projetos, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 
Hoje foi o dia de partilharem com colegas de outras turmas o produto dessa trabalho (para ampliar, clicar nas imagens).

Projeto do 8.º B: a partir da obra As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas, retratar cenicamente aspetos da condição feminina antes do 25 de Abril.
Projeto do 9.º D: atualizar a crítica social de Gil Vicente, estabelecendo ligações com a censura a que estávamos sujeitos antes da Revolução de Abril.

 
Projeto do 10.º B: representação de uma aula no tempo da ditadura fascista.