Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.
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Oficina da Interculturalidade – 6ª Edição

“O Mundo é o nosso País” 


Ao longo do dia 22 e da manhã do dia 23 de maio, teve lugar a 6ª Edição da Oficina da Interculturalidade, a qual foi (como sempre) organizada por alunos das turmas, neste caso: 9º A, 9º B, 9º C, 11º B, 11º C, 11º D.1º TT e 1º TAS, com a ajuda dos alunos João Pato e João Chia, da turma de Artes do 12.º ano, do aluno Eduardo Barbosa, do 3.º TGPSI, e do nosso técnico operacional Nuno Cruz.

A abertura e arranque do evento contou com as boas-vindas declaradas pela aluna do grupo organizador Francisca Ribeiro, seguido pela leitura de um texto partilhado por Filipa Mascarenhas, a propósito do significado e importância da Interculturalidade. A BANDESA e a ESAMBA concluiram este passo com as suas atuações. 

O tema Migrações esteve subjacente às atividades desenvolvidas no Auditório, no palco, passarela e tendinhas culturais dispostas no espaço exterior, na sala B0.12, no Pavilhão A, tendo contado com múltiplas e variadas atividades
propostas pelos próprios alunos, bem como pela colaboração com o CIDAC, designadamente, a recriação de um mapa-múndi onde os alunos da ESA registaram o seu país de origem, o dos seus pais e avós, o Cine-Fórum com o visionamento de quatro curtas-metragens
seguidas de debate pelas turmas assistentes, a criação e posterior exposição de trabalhos de serigrafia levadas a cabo pelo 8ºC, com dois membros do Atelier Dentu Zona. 

O Bocca promoveu um interessante debate, desenvolvendo um diálogo partilhado sobre a natureza da arte, a sua prática integradora e
transdisciplinar, bem como a virtualidade de promover novas e diferenciadas perspetivas. 

A peça de teatro “O peso da Justiça” (redigida e trabalhada pelo 10º F) foi apresentada no auditório. 

Nas tendinhas culturais, foram apresentados vários artigos, atividades e jogos culturais relativos a Portugal, Espanha, Itália, França, Brasil, Japão, Angola, África do Sul, São Tomé e Príncipe, Bangladesh, Nepal, Índia e Paquistão, para além de uma das tendinhas apresentar maquetes feitas pelos alunos representativas de outros países e culturas. 


Assim, os nossos alunos deram a provar diferentes pratos e iguarias culinárias, mediante a apresentação do Passaporte da Oficina, bem como realizaram um desfile de vestes tradicionais, a sua música e até tipos de tranças.


Contou o evento com a participação das duas bandas da escola, a saber, a BANDESA e ESAMBA, as duas bandas criadas a partir da vontade dos alunos, e desenvolvidas com o Plano Cultural de Escola, companheiro inestimável das atividades de Cidadania e Desenvolvimento, na pessoa da professora Rosa Botequilha. 
 
A Oficina da Interculturalidade contou ainda com o apoio logístico da Junta de Freguesia de Amora, designadamente no empréstimo e montagem das tendinhas culturais, bem como no empréstimo dos estrados usados para a montagem da passarela.


 

Música e Saúde Mental - um projeto de Cidadania e Desenvolvimento do 11.º B

Um grupo de alunos da turma 11.º B dinamizou o debate "A importância da música no bem-estar individual e na sociedade", no Auditório da ESA. 

Assim, no dia 21 de fevereiro, o Artenilton dos Santos, o Diogo Carrusca, o Jesuíno Caetano e o Ronaldo Lobato receberam as turmas 1TAE, 1TT, 2TT, 3TAE para partilharem o seu projeto de Cidadania e Desenvolvimento. Para a apresentação e debate convidaram três pessoas ligadas à música e à escola: Márcio Ribeiro, formador do grupo de música Esamba e enfermeiro no hospital S. José, em Lisboa; Isabella Lima, guitarrista e vocalista da Banda da ESA, sua coordenadora em 2022-23 e estudante da Universidade Nova; João do Ó, ex-aluno, refundador da Banda da ESA, no ano de 2020, e estudante de Belas-Artes. 

No desenrolar do seu projeto, o grupo do 11.º B tinha estabelecido um conjunto de objetivos que estiveram na base das perguntas dirigidas aos convidados. Por exemplo: como a música pode contribuir para a saúde individual ou para a construção da identidade de cada indivíduo e de cada grupo, nos jovens? Neste sentido, os dinamizadores apresentaram dois vídeos para mostrar como a música pode ser uma expressão da espiritualidade e religiosidade humana e como é uma arma política e social. 

Entre as interessantes respostas de cada convidado e as perguntas dos jovens presentes no Auditório, destacamos os exemplos e testemunhos de terapias através da música. Não esquecendo a relevância das respostas de todos: nunca é tarde para aprendermos um instrumento e participarmos em grupos de música, enchendo a nossa vida de arte e criatividade. 

No fim do debate, assistimos a uma atuação do Artenilton, elemento do grupo e rapper, um jovem recentemente chegado de Cabo Verde, onde já gostava de cantar e participar em eventos. A ESA acolhe os novos alunos e contribui para promover trocas culturais entre todos, um dos objetivos desta atividade e do Plano Cultural de Escola. O público aplaudiu o Artenilton com muito entusiasmo!

50A25A - Oficina da Interculturalidade - Liberdade e Libertações

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2 e 3 DE MAIO. O encerramento das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, na ESA, ocorreu com a 5.ª edição da Oficina da Interculturalidade — organizada pelas turmas 9.º C, 10.º E, 11.º A, 11.º C e 11.º D, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 
O tema aglutinador foi Liberdade - Libertações, o que permitiu ligar de modo inequívoco a conquista da Liberdade em Portugal às lutas de Libertação levadas a cabo nas ex-colónias portuguesas de África.

Assim, os nossos alunos investigaram, em simultâneo, aspetos relevantes da vida política, económica, social e cultural em Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e também Timor-Leste, antes e pós 25 de Abril de 1974. 
Por considerarem ser culturalmente significativo, os alunos acrescentaram, a estas ex-colónias, outras ex-colónias portuguesas (Brasil, Goa e Macau), pois queriam saber da eventual influência do 25 de Abril na vida desses povos, apesar das suas ligações históricas a Portugal serem muito diferentes.
Cada um destes países ou regiões teve direito a montar uma Tenda Cultural, onde o trabalho de investigação desenvolvido foi exposto. 

No primeiro dia da Oficina, cada Tenda mostrou documentos (cartazes, textos e fotos) publicados quer pelo governo ditatorial quer pelos movimentos de libertação, antes do 25 de Abril e, no segundo dia, foram expostos materiais publicados no dia da Revolução e dias seguintes. 
Por essa razão, simbolicamente, as atividades do primeiro dia encerraram ouvindo-se, em toda a escola, a música E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho — 1.ª senha da Operação Fim-Regime, e o segundo dia iniciou-se com a audição de Grândola Vila Morena, de José Afonso — 2.ª e definitiva senha que confirmou a irreversibilidade do Movimento das Forças Armadas.

As Tendas Culturais tinham também, em exposição, artesanato, trajes, jogos e gastronomias de cada país ou região. 

Cada aluno visitante das Tendas tinha na sua posse um passaporte que lhe permitia participar num jogo em que deveria responder a perguntas específicas do país/região visitada. 
As respostas certas davam direito a prémios de gastronomia regional, confecionada pelos alunos e familiares.

Duas organizações parceiras da ESA, que tiveram uma participação ativa na preparação desta Oficina, também expuseram, em tendas próprias, documentos, livros, cartazes, gastronomias e artesanato. Referimo-nos ao CIDAC (Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral) e à editora Falas Afrikanas.

Durante os dois dias, para além das Tendas Culturais, desenvolveram-se múltiplas atividades, quer no espaço ao ar livre, quer no auditório, quer em salas de aula: música (Banda da ESA e ESA Samba), poesia, dança, oficinas («O 25 de Abril começou em África», com o grupo Consciência Negra; «Escrita Criativa», com o poeta e escritor Zetho da Cunha Gonçalves e Raja Litwinoff), colóquio «Clandestinidade e Liberdade» (com o ex-preso político José Pedro Soares), desfiles de trajes (Anos 70; Trajes Africanos), teatro (peça As Operárias, escrita e representada por alunos), Estátuas Vivas (Manifestação por Direitos), Flash Mob, leitura encenada do conto Nós Matámos o Cão-Tinhoso, de L.B. Honwana (pelo ator Miguel Serrão, do grupo de teatro A Comuna).
Todas as atividades tiveram como elemento agregador a Revolução de Abril.
Um breve registo fotográfico dessas atividades:
                
                    
     
   
       
No final, a grande equipa organizadora, ainda que cansada, festejou o bom trabalho realizado.

Para além das turmas organizadoras, tiveram participação ativa alunos das seguintes turmas: 7.º A (Poesia), 9.º D (Poesia), 10.º A (Poesia e Estátuas Vivas), 10.º C (Poesia), 10.º E (Poesia e Desfile de Trajes dos Anos 70 e Africanos), 10.º G (Poesia), 10.º H, (Pintura da Faixa de Entrada), 11.º TGPSI (Equipa de Som) e 2ESA (Teatro). 
A 5.ª Oficina da Interculturalidade contou igualmente com a participação de assistentes operacionais (Logística) e técnicos (Poesia) e a colaboração graciosa da HCSOM, assim como com o apoio logístico da Junta de Freguesia de Amora e da Câmara Municipal do Seixal. 
O PCE (Projeto Cultural de Escola) foi parte integrante na construção do projeto Oficina da Interculturalidade, que encerrou as Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, na ESA. 
As comemorações foram iniciadas no dia 1 de março e concluídas hoje, dia 3 de maio.

50A25A - A Imprensa Clandestina, por Eduardo Palaio

29 DE ABRIL. Também durante a manhã, decorreu no auditório da ESA o colóquio Imprensa Clandestina, por Eduardo Palaio, apresentado e dinamizado por dois alunos do 9.º D. O colóquio teve como principais objetivos: "conhecer a resistência à ditadura no Concelho do Seixal"; "reconhecer o papel da censura e a impossibilidade da expressão livre antes do 25 de abril." 

O Projeto Cultural de Escola tem dinamizado anualmente visitas de trabalho à Tipografia Popular do Seixal, na sua parceria com o Ecomuseu Municipal. "No local está disponível um programa de iniciativas de serviço educativo, para a transmissão do saber-fazer, assegurada pela presença de Eduardo Palaio", que é o responsável pela Tipografia Popular no Seixal e, paralelamente, um comunicador, um homem de cultura, escritor e pintor. Antes do 25 de Abril, foi cartoonista com o conhecido José Vilhena, participou na Guerra Colonial e foi oposicionista ao regime da ditadura. 

Foi nesta qualidade que Eduardo Palaio nos veio falar sobre a imprensa clandestina, não deixando de explicar particularidades sobre a imprensa em geral (hoje, bastante distante da vida dos nossos estudantes), tendo feito ainda alguma referências ao papel das sociedades filarmónicas do Concelho na divulgação cultural, antes do 25 de Abril. 

As alunas e os alunos dirigiram várias perguntas ao nosso convidado, nomeadamente sobre a sua participação na guerra colonial, sobre a ausência de liberdade de expressão antes do 25 de Abril, sobre a existência de casas clandestinas no Seixal, sobre os jornais que se faziam. 

A finalizar, a turma 9.º A apresentou a Eduardo Palaio o seu projeto de criação de um livro.

Participaram nesta atividade as turmas 9.º A, 10.º D, 12.º C e 3.º TGPSI.

50A25A - Abril, Cidadania, Arte

8 DE ABRIL. Depois do fim de semana para retemperar energias, hoje foi dia de artes performativas, na ESA. Os nossos alunos ligaram a Arte à Cidadania e ligaram ambas a Abril. Três turmas — 8.º B, 9.º D e 10.º B — começaram a trabalhar, em janeiro, com a Associação Animateatro, parceira do Projeto Cultural de Escola e nosso Artista Residente, em três projetos, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 
Hoje foi o dia de partilharem com colegas de outras turmas o produto dessa trabalho (para ampliar, clicar nas imagens).

Projeto do 8.º B: a partir da obra As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas, retratar cenicamente aspetos da condição feminina antes do 25 de Abril.
Projeto do 9.º D: atualizar a crítica social de Gil Vicente, estabelecendo ligações com a censura a que estávamos sujeitos antes da Revolução de Abril.

 
Projeto do 10.º B: representação de uma aula no tempo da ditadura fascista.