Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.
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50A25A - A Imprensa Clandestina, por Eduardo Palaio

29 DE ABRIL. Também durante a manhã, decorreu no auditório da ESA o colóquio Imprensa Clandestina, por Eduardo Palaio, apresentado e dinamizado por dois alunos do 9.º D. O colóquio teve como principais objetivos: "conhecer a resistência à ditadura no Concelho do Seixal"; "reconhecer o papel da censura e a impossibilidade da expressão livre antes do 25 de abril." 

O Projeto Cultural de Escola tem dinamizado anualmente visitas de trabalho à Tipografia Popular do Seixal, na sua parceria com o Ecomuseu Municipal. "No local está disponível um programa de iniciativas de serviço educativo, para a transmissão do saber-fazer, assegurada pela presença de Eduardo Palaio", que é o responsável pela Tipografia Popular no Seixal e, paralelamente, um comunicador, um homem de cultura, escritor e pintor. Antes do 25 de Abril, foi cartoonista com o conhecido José Vilhena, participou na Guerra Colonial e foi oposicionista ao regime da ditadura. 

Foi nesta qualidade que Eduardo Palaio nos veio falar sobre a imprensa clandestina, não deixando de explicar particularidades sobre a imprensa em geral (hoje, bastante distante da vida dos nossos estudantes), tendo feito ainda alguma referências ao papel das sociedades filarmónicas do Concelho na divulgação cultural, antes do 25 de Abril. 

As alunas e os alunos dirigiram várias perguntas ao nosso convidado, nomeadamente sobre a sua participação na guerra colonial, sobre a ausência de liberdade de expressão antes do 25 de Abril, sobre a existência de casas clandestinas no Seixal, sobre os jornais que se faziam. 

A finalizar, a turma 9.º A apresentou a Eduardo Palaio o seu projeto de criação de um livro.

Participaram nesta atividade as turmas 9.º A, 10.º D, 12.º C e 3.º TGPSI.

50A25A - Abril, Cidadania, Arte

8 DE ABRIL. Depois do fim de semana para retemperar energias, hoje foi dia de artes performativas, na ESA. Os nossos alunos ligaram a Arte à Cidadania e ligaram ambas a Abril. Três turmas — 8.º B, 9.º D e 10.º B — começaram a trabalhar, em janeiro, com a Associação Animateatro, parceira do Projeto Cultural de Escola e nosso Artista Residente, em três projetos, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 
Hoje foi o dia de partilharem com colegas de outras turmas o produto dessa trabalho (para ampliar, clicar nas imagens).

Projeto do 8.º B: a partir da obra As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas, retratar cenicamente aspetos da condição feminina antes do 25 de Abril.
Projeto do 9.º D: atualizar a crítica social de Gil Vicente, estabelecendo ligações com a censura a que estávamos sujeitos antes da Revolução de Abril.

 
Projeto do 10.º B: representação de uma aula no tempo da ditadura fascista.


50A25A - Exposição «Vozes do 25 Abril: Jornalistas e a Revolução dos Cravos»

15 DE MARÇO. Inauguração da exposição Vozes do 25 Abril: Jornalistas e a Revolução dos Cravos, na polivalente. Este projeto foi realizado pelos alunos da turma do 1.º TGPSI, dos Cursos Profissionais, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 

Para além do seu valor informativo e didático, esta exposição constitui também uma justa homenagem ao trabalho de muitos jornalistas que, em condições difíceis, resistiram ao fascismo e lutaram pela Liberdade, tendo este contributo sido relevante para que a Revolução do 25 de Abril viesse a ocorrer.

Um breve registo, em vídeo, desta exposição.

50A25A - O Legado de um Cravo


4 DE MARÇO. Depois do fim de semana para recuperar fôlego das bonitas atividades de abertura das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, temos a inauguração da exposição O Legado de um Cravo.
 
Esta exposição  foi criada numa parceria entre a Alumira, a Rebobinar, o Museu do Aljube e o Centro de Documentação 25 de Abril, com o objetivo de divulgar o conhecimento sobre os 48 anos de fascismo em que vivemos, sobre o 25 de Abril e o consequente processo revolucionário, até à Cosntituição de 1976. 

São 12 painéis, com documentos históricos e conteúdos digitais, que os nossos alunos passaram a ter acesso a partir de hoje e durante os próximos dez dias.

Temas da exposição:
  • O Legado de um Cravo
  • Deus, Pátria e Família
  • Grandes Demais
  • Como uma grande família
  • Afiado com uma seta
  • Ao serviço de muito poucos
  • Uma agência sem inteligência
  • Nem todos os dias são iguais
  • Um 25 de abril que durou dois anos
  • Liberdades a sério e para todos
  • Em cada esquina, uma revolução
  • Os números do legado
Exposição cedida pela Câmara Municipal do Seixal.

50A25A - Da censura à liberdade: como foi concebida, criada e instalada uma obra de arte

1 DE MARÇO. A criação artística e o exercício da cidadania juntaram-se e produziram uma bela obra de arte, cujos os autores, as alunas e os alunos do 11.º G, com a colaboração dos colegas do 2.º TT, intitularam de Liberdade Sempre! Censura Nunca Mais! 
Da conceção à instalação, fica uma breve síntese contada em imagens. 


O texto de apresentação da instalação artística lido pelos alunos, no dia 1 de março, dia de Abertura das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, na ESA.
Para ampliar, clicar no texto.

Colóquio com Adelino Gomes e Luísa Teotónio Pereira

Teve lugar, no auditório da ESA, no passado dia 14 de dezembro, o colóquio «Censura e Liberdade de Expressão», em que participaram as turmas 9.º D, 11.º G, 12.º A e 12.º TT. 

Inserido no projeto CoESA (projeto de parceria entre a ESA e o CIDAC, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento), este colóquio encerrou um ciclo — iniciado com a exposição «Silenciados» — dedicado à temática da censura, no período da ditadura fascista, em Portugal.

Esta atividade teve como convidados o jornalista Adelino Gomes e a fundadora do CIDAC, Luísa Teotónio Pereira. Ambos vieram dar-nos preciosos testemunhos do que foi a sua experiência de viver com a censura, com a tenebrosa polícia política PIDE e com o 25 de Abril.

Adelino Gomes partilhou acontecimentos por si vividos enquanto jornalista, no período da ditadura e, depois, no próprio dia 25 de Abril de 1974, em que teve a oportunidade de relatar em direto para a rádio, o extraordinário desenrolar de acontecimentos ocorridos durante o golpe militar que, naquele próprio dia, rapidamente se transformou numa revolução, de tal forma foi a adesão popular ao movimento das Forças Armadas. 

Luísa Teotónio Pereira narrou situações vividas por si e seus familiares, nomeadamente seu pai, o arquiteto Nuno Teotónio Pereira (ver aqui), no trabalho cívico que desenvolveram de denúncia e oposição à guerra colonial.



O modo como estas partilhas foram feitas 
envolveu os nossos alunos e despoletou neles o desejo de saberem como era viver num país amordaçado, no qual era a própria polícia que prendia, maltratava e assassinava

cidadãos, apenas porque discordavam e se oponham à política de Salazar e, posteriormente, de Caetano.

Foram muitas as perguntas dirigidas aos nossos convidados, que se prolongaram mesmo para além do período reservado para o colóquio.


A Banda da ESA abriu o colóquio, cantando a canção, de José Afonso, Venham Mais Cinco, e encerrou-o, cantando, do mesmo cantautor, Grândola Vila Morena

Silenciados, durante 48 anos


Foi inaugurada, no dia 5 de dezembro, na sala polivalente da nossa escola, a exposição «Silenciados — A censura durante 48 anos de fascismo», em Portugal.
Esta iniciativa insere-se no projeto CoESA, planeado e desenvolvido em parceria com o CIDAC — Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral. Trata-se de mais um projeto que é realizado no contexto da estratégia de Educação para a Cidadania que a nossa escola tem levado a cabo, nos últimos seis anos.

A exposição dá a conhecer documentos originais produzidos por agentes da PIDE/DGS que, como refere o seu texto introdutório, exerciam «Censura sobre tudo, a todo o tempo, em todos os lugares [...] A censura foi o primeiro instrumento de propaganda e de enquadramento ideológico. 
Funcionando à margem dos tribunais, proibia, multava, suspendia e mandava prender.»

É esta realidade histórica que agora está a ser mostrada aos nossos alunos, para que o seu conhecimento sobre o nosso passado recente se aprofunde e sobre ele possam refletir e debater. 

Esta atividade pretende também constituir um contributo o enriquecimento de projetos em fase de construção, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, que visam assinalar os 50 anos do 25 de Abril (a sua partilha pública ocorrerá entre os dias 1 de março e 3 de maio do próximo ano).




Complementarmente, os alunos puderam escrever em pequenos cartazes, afixados na biblioteca, o que entendem por liberdade de expressão.





Todo o material da exposição é pertença da Associação Ephemera — Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira, a quem agradecemos os documentos partilhados, a disponibilidade, a simpatia com que nos recebeu e o extraordinário serviço público que presta ao país.

A exposição foi formalmente aberta ao público com a canção Venham Mais Cinco, de José Afonso, muito bem cantada pela Banda da ESA. 
A visitar, entre 5 e 20 de dezembro.