Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.
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Encontro com a Iniciativa Ibero-Americana de Cidadania Global para o Desenvolvimento Sustentável, na ESA

A ESA foi convidada pelo Instituto Camões a partilhar a experiência relativa ao processo de elaboração,  concretização e avaliação da nossa Estratégia de Educação para a Cidadania com os representantes de seis países da Iniciativa Ibero-Americana de Cidadania Global para o Desenvolvimento Sustentável — Andorra, Chile, Espanha, Paraguai, República Dominicana e Uruguai.

O Encontro para a realização dessa partilha ocorreu, no passado dia 8 de maio, no auditório da escola.  

Para além dos representantes dos seis países mencionados, participaram, pelo lado de Portugal, representantes do Instituto Camões, da Direção Geral de Educação, do CIDAC, da Associação Rato, uma aluna da ESA (o outro discente convidado não compareceu), a Coordenação do PCE, a Coordenação da Educação para a Cidadania e o Diretor da escola.

O primeiro momento do Encontro foi preenchido com as intervenções da nossa aluna, dos dois parceiros da ESA convidados, das Coordenações e da Direção. Todas as intervenções partilharam a sua experiência e o seu ponto de vista sobre o modo como tem sido desenvolvida a nossa Estratégia de Educação para a Cidadania. Em seguida, intervieram os representantes do Instituto Camões e da Direção Geral de Educação, que procederam a uma contextualização macro, centrada na explicitação dos objetivos nacionais da educação para o desenvolvimento e para a cidadania global. 

Após a partilha da experiência da ESA e do seu enquadramento nacional, coube a vez aos representantes dos seis países da Iniciativa Ibero-Americana exporem o modo como estão a preparar as suas agendas nacionais na área da Cidadania e de dirigirem perguntas a todos os que, neste Encontro, estavam a representar a nossa escola.

Desenvolveu-se, assim, um período rico de questionamentos e de esclarecimentos em torno da experiência de seis anos da ESA, neste domínio.


O Encontro terminou com a participação do nosso grupo de percussão, que ofereceu a todos os participantes três músicas do seu repertório.



No final, ficaram abertas possibilidades de intercâmbios futuros entre escolas e instituições destes países e a ESA.

2022-2023: Cidadania sem pandemia

O ano letivo 2022-2023 iniciou-se sem constrangimentos sanitários! Após dois anos e meio de fortes restrições, derivadas da situação pandémica que vivemos, voltámos a uma vida escolar normal. Voltámos a viver a escola sem o uso obrigatório de máscara, sem distanciamento social, sem diminuição das lotações dos espaços e, principalmente, sem os medos que inibiam a saudável convivência. Pudemos, pois, voltar a viver a escola de forma livre, mas também de forma responsável, pois o que aprendemos com a pandemia não pode ser esquecido. 

Deste modo, o exercício da cidadania voltou a ser pleno de possibilidades, e este blogue continuou a ser, como tem sido desde a sua criação, um espaço de partilha de projetos e de atividades que os nossos alunos realizam no âmbito da Educação para a Cidadania.
E o ano 2022-2023 foi um ano de relevante participação cidadã. 

Palestra com o ativista Miguel Duarte

Três alunos do 12.º F, que organizaram e moderaram a palestra, e Miguel Duarte

No âmbito do domínio do Voluntariado, um grupo de alunos da turma F do 12.º ano, desenvolveu um projeto que tinha como objetivo trazer à escola alguém com uma experiência de vida no voluntariado internacional e compreender o impacto que o voluntariado tem na saúde mental dos voluntários e das pessoas resgatadas. 
Este projeto foi concretizado com a realização, no dia 18 de janeiro, de uma palestra no auditório da escola, com o ativista Miguel Duarte, voluntário que desde 2016 resgata migrantes no Mediterrâneo, e com a Psicóloga Escolar Susana Salvador. Este ativista português tinha 24 anos quando decidiu juntar-se a uma tripulação de resgate marítimo no Mediterrâneo central, a bordo de um navio de resgate, o “Iuventa”. O Miguel Duarte participou no resgate de cerca de 14 mil pessoas. Foi uma experiência de vida extraordinária, relatada na primeira pessoa, no auditório da nossa escola, por um cidadão português, voluntário e ativista na defesa dos Direitos Humanos. 
Fica aqui uma pergunta do Miguel, que poderá ser a pergunta de todos nós, que estivemos a assistir a esta palestra: «Já tinha ouvido muitas notícias sobre o sofrimento dos migrantes e refugiados às portas da Europa e sempre tive a sensação que alguma coisa deveria ser feita. Uma pergunta ficava sempre na minha cabeça: “Porque não eu?”».

Gastronomia a ligar interculturalidade e inclusão

No sentido de promover a interculturalidade e a inclusão, domínios trabalhados na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, os alunos da turma 12.º A realizaram na sala polivalente do pavilhão A, no dia 19 de janeiro, da parte da manhã, uma mostra gastronómica de pratos de diferentes nacionalidades, ilustrada com informação sobre o modo de confecionar e algumas curiosidades sobre os produtos apresentados. 
A comunidade educativa da ESA foi convidada a provar as iguarias e manifestaram a sua satisfação. A atividade foi divulgada através da Biblioteca escolar e Rádio da ESA.

 


                                  

Partilha de culturas

Foi este o nome — Festival do Mundo — que as turmas do 12.º A e 12.º C atribuíram ao projeto que durante vários meses pensaram, planificaram, desenvolveram e, por fim, levaram a cabo no passado dia 23 de maio, no âmbito do domínio da Interculturalidade. Esta festa das culturas contou ainda com a colaboração do 7.º A, de alguns alunos do 12.º E e da Rádio da ESA.

Conhecer e divulgar outras culturas e mostrar as virtualidades do convívio entre diversas formas de estar e de pensar inerentes às histórias de diferentes povos constituíram os principais objetivos deste projeto. Foram dezasseis os países representados. Cada um teve a sua banca personalizada, com os seus símbolos nacionais, com informação histórica e geográfica, com artesanato, com exemplos da sua gastronomia (petiscos cozinhados pelos próprios alunos — com muita ajuda dos pais...) e de jogos tradicionais, que eram colocados à disposição de todos os alunos. Aqueles que, em cada banca, os jogassem com êxito tinham direito a uma prova gastronómica e a um carimbo num passaporte elaborado para esse efeito. Percorridas com sucesso desportivo as dezasseis bancas e com o passaporte devidamente carimbado, havia direito a um prémio simbólico, entregue em sacos com o logotipo do festival, feitos pelos alunos da turma do sétimo ano. Tudo isto acontecia ao mesmo tempo que músicas, canções e danças típicas de alguns países iam sendo apresentadas no palco.

No final do dia, a Comissão Organizadora e todos os alunos que realizaram este evento estavam exaustos, mas também sorridentes por terem concretizado um projeto de exercício de cidadania intercultural que envolveu toda a escola.

A iniciativa contou com o apoio logístico da Junta de Freguesia de Amora e da Câmara Municipal do Seixal e com o apoio solidário de alguns encarregados de educação.

De manhã bem cedo, a fase dos preparativos.

              
  
                               

                   
 

 

Momento da abertura do Festival do Mundo. 
No meio da mesa, o Diretor da ESA e o 
Presidente da Junta de Freguesia de Amora, do lado esquerdo, a secretária da Junta e, do lado direito, a discursar, uma aluna da Comissão Organizadora.






A mostra e a partilha de culturas, que durou um dia.



  
   

  

              


   

Sacos do Festival do Mundo feitos pelo 7.º A


 

                         


 



A Banda da ESA
 

                                                                            Henrique e Maria



   


 


 

 


 



A Comissão Organizadora, orientando os trabalhos

        


O 12.º A e o 12.º C, no final do dia. Cansados, mas com o sorriso de quem sabe que realizou um relevante exercício de cidadania.