A turma do 11.º G apresentou, no III Congresso de História Pública, o projeto «Pessoas africanas e afro-descendentes em Lisboa, a partir da pintura Chafariz d’El Rey», levado a cabo na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Neste congresso, realizado no passado dia 6 de junho, em Lisboa, os nossos alunos tiveram a oportunidade de apresentar publicamente o intenso trabalho de análise e interpretação da referida pintura, datada dos finais do século XVI.
Este trabalho, que teve como pano de fundo o domínio dos Direitos Humanos, resultou de uma parceria entre a investigadora, historiadora de arte e de arquitetura, Giuseppina Raggi, da Universidade de Coimbra, e a ESA.
O projeto foi financiado pela Faculdade de Ciências e Tecnologias e teve como objetivo levantar questões em torno do mecenato artístico e arquitetónico de pessoas e/ou comunidades africanas e afro-descendentes, durante o Antigo Regime, em Portugal. A participação da ESA decorreu em uma das etapas da investigação, incentivando a relação entre Cidadania e Arte.
Durante a primeira fase do projeto, as alunas e os alunos do 11.º G exploraram a obra Chafariz d’El Rey, investigando e discutindo possibilidades para a sua contextualização e interpretação. Refletiram sobre a presença das pessoas africanas e afro-descendentes em Portugal, hoje, e a contribuição da comunidade africana para a formação da identidade de Portugal.
Discutiram alguns dos problemas que se colocam neste âmbito e questionaram valores e atitudes dos nossos dias, como é o caso do racismo. Nas palavras da investigadora Giuseppina Raggi "a presença dos Europeus Africanos não é só uma história não contada da Europa, é também uma história [...] que ignora alguns dos seus protagonistas."
No decurso do Congresso, os estudantes da ESA apresentaram trabalhos de pintura, escultura e animação virtual por eles realizados, com base na abordagemexploratóriada obra de arte Chafariz d’El Rey. Fizeram uma análise comparativa com a atualidade, explicaram cenas dessa obra, nomeadamente no que diz respeito aos direitos humanos, à interculturalidade, à igualdade de género e ao papel da mulher.
Posteriormente, responderam com muita qualidade e segurança a questões colocadas pelo público, que considerou relevante a participação dos alunos no congresso.


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