Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.
Mostrar mensagens com a etiqueta Política. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Política. Mostrar todas as mensagens

50A25A - Oficina da Interculturalidade - Liberdade e Libertações

.   
2 e 3 DE MAIO. O encerramento das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, na ESA, ocorreu com a 5.ª edição da Oficina da Interculturalidade — organizada pelas turmas 9.º C, 10.º E, 11.º A, 11.º C e 11.º D, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 
O tema aglutinador foi Liberdade - Libertações, o que permitiu ligar de modo inequívoco a conquista da Liberdade em Portugal às lutas de Libertação levadas a cabo nas ex-colónias portuguesas de África.

Assim, os nossos alunos investigaram, em simultâneo, aspetos relevantes da vida política, económica, social e cultural em Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e também Timor-Leste, antes e pós 25 de Abril de 1974. 
Por considerarem ser culturalmente significativo, os alunos acrescentaram, a estas ex-colónias, outras ex-colónias portuguesas (Brasil, Goa e Macau), pois queriam saber da eventual influência do 25 de Abril na vida desses povos, apesar das suas ligações históricas a Portugal serem muito diferentes.
Cada um destes países ou regiões teve direito a montar uma Tenda Cultural, onde o trabalho de investigação desenvolvido foi exposto. 

No primeiro dia da Oficina, cada Tenda mostrou documentos (cartazes, textos e fotos) publicados quer pelo governo ditatorial quer pelos movimentos de libertação, antes do 25 de Abril e, no segundo dia, foram expostos materiais publicados no dia da Revolução e dias seguintes. 
Por essa razão, simbolicamente, as atividades do primeiro dia encerraram ouvindo-se, em toda a escola, a música E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho — 1.ª senha da Operação Fim-Regime, e o segundo dia iniciou-se com a audição de Grândola Vila Morena, de José Afonso — 2.ª e definitiva senha que confirmou a irreversibilidade do Movimento das Forças Armadas.

As Tendas Culturais tinham também, em exposição, artesanato, trajes, jogos e gastronomias de cada país ou região. 

Cada aluno visitante das Tendas tinha na sua posse um passaporte que lhe permitia participar num jogo em que deveria responder a perguntas específicas do país/região visitada. 
As respostas certas davam direito a prémios de gastronomia regional, confecionada pelos alunos e familiares.

Duas organizações parceiras da ESA, que tiveram uma participação ativa na preparação desta Oficina, também expuseram, em tendas próprias, documentos, livros, cartazes, gastronomias e artesanato. Referimo-nos ao CIDAC (Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral) e à editora Falas Afrikanas.

Durante os dois dias, para além das Tendas Culturais, desenvolveram-se múltiplas atividades, quer no espaço ao ar livre, quer no auditório, quer em salas de aula: música (Banda da ESA e ESA Samba), poesia, dança, oficinas («O 25 de Abril começou em África», com o grupo Consciência Negra; «Escrita Criativa», com o poeta e escritor Zetho da Cunha Gonçalves e Raja Litwinoff), colóquio «Clandestinidade e Liberdade» (com o ex-preso político José Pedro Soares), desfiles de trajes (Anos 70; Trajes Africanos), teatro (peça As Operárias, escrita e representada por alunos), Estátuas Vivas (Manifestação por Direitos), Flash Mob, leitura encenada do conto Nós Matámos o Cão-Tinhoso, de L.B. Honwana (pelo ator Miguel Serrão, do grupo de teatro A Comuna).
Todas as atividades tiveram como elemento agregador a Revolução de Abril.
Um breve registo fotográfico dessas atividades:
                
                    
     
   
       
No final, a grande equipa organizadora, ainda que cansada, festejou o bom trabalho realizado.

Para além das turmas organizadoras, tiveram participação ativa alunos das seguintes turmas: 7.º A (Poesia), 9.º D (Poesia), 10.º A (Poesia e Estátuas Vivas), 10.º C (Poesia), 10.º E (Poesia e Desfile de Trajes dos Anos 70 e Africanos), 10.º G (Poesia), 10.º H, (Pintura da Faixa de Entrada), 11.º TGPSI (Equipa de Som) e 2ESA (Teatro). 
A 5.ª Oficina da Interculturalidade contou igualmente com a participação de assistentes operacionais (Logística) e técnicos (Poesia) e a colaboração graciosa da HCSOM, assim como com o apoio logístico da Junta de Freguesia de Amora e da Câmara Municipal do Seixal. 
O PCE (Projeto Cultural de Escola) foi parte integrante na construção do projeto Oficina da Interculturalidade, que encerrou as Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, na ESA. 
As comemorações foram iniciadas no dia 1 de março e concluídas hoje, dia 3 de maio.

50A25A - Intelectuais no exílio, antes do 25 de Abril

18 DE ABRIL. Dia de abertura da exposição Vida e Obra de Matemáticos/Professores no Exílio. Uma exposição que mostra exemplos de matemáticos e de professores que tiveram de abandonar o país antes do 25 de Abril de 1974. A ditadura fascista não aceitava intelectuais que se opusessem ou que simplesmente questionassem o poder opressor que asfixiava as liberdades básicas a que qualquer ser humano deve ter direito. 

Iniciativa organizada pelo Clube Ciência Viva, pela Biblioteca Escolar e pelo Grupo Disciplinar de Matemática.

50A25A - A Banca e as Nacionalizações com Anselmo Dias


16 DE ABRIL. As turmas 11.º C2 e 12.º E encontraram-se com Anselmo Dias, autor do livro Da Resistência Antifascista à Nacionalização da Banca, a quem colocaram várias e interessantes questões. O convidado foi acolhido na escola por um aluno representante do 12.º E, turma que organizou esta oficina, nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, onde preararam algumas questões sobre o tema, colocadas ao longo da sessão. Uma delas, sobre momentos marcantes relacionados com a opressão na ditadura, teve como resposta os assassinatos de Humberto Delgado, do escultor Dias Coelho e do prisioneiro que a PIDE atirou pela janela.
Questionado sobre a ação direta da PIDE, na sua pessoa, referiu o receio que todos tinham de falar e de, no Sindicato dos Bancários, a que pertencia, terem sido presas, já nos anos 70, nove pessoas que protestavam contra a fome no mundo.
Anselmo Dias apresentou aos jovens, não só as características particulares da economia portuguesa antes do 25 de Abril, em que sete grandes famílias dominavam os setores chave e, como o seu contraste, 56% de casas não tinham água nem luz e existiam 2,2 milhões de analfabetos, entre outros aspetos.
Ilustrou a sua explanação com músicas apropriadas, por exemplo, quando se referiu à fome e à pobreza durante o fascismo, ouviu-se Zeca Afonso, em "Vampiros".
A pedido dos alunos, o convidado referiu-se também à guerra colonial e às características repressivas do regime na época de Marcelo Caetano, respondendo à pergunta sobre uma eventual abertura política nesse período.
A propósito da Revolução, ouviu-se o poema As Portas que Abril Abriu, de Ary dos Santos, tendo Anselmo Dias dividido em três as fases da época pós 25 de Abril.
Na última parte da sessão, especificando o tema das nacionalizações, o convidado explicou o processo que ocorreu em 1975 e, em particular, referiu a necessidade de estar disponível para o país o capital que anteriormente só pertencia a muito poucos.
Por último, uma das alunas presentes questionou sobre as diferenças económicas sentidas com a nacionalização, assunto mais polémico, que motivou várias considerações, nomeadamente os atuais lucros das grandes empresas, face às necessidades de vida das pessoas e dos jovens em particular.

50A25A - Colóquio-conversa sobre a Revolução

10 DE ABRIL. O Centro Qualifica organizou um colóquio-conversa para proporcionar aos alunos dos cursos noturnos a possibilidade de poderem conhecer e conversar com personagens que lutaram pela liberdade antes e depois do 25 de Abril. 

Com essa intenção, tivemos entre nós três convidados: o coronel Duran Clemente (um dos capitães de Abril) e os ex-vereadores da Câmara Municipal do Seixal Adelino Tavares e Jorge Silva.


Foram duas horas de partilha de informação histórica, sobre vários acontecimentos ocorridos na preparação do 25 de Abril e outros referentes ao período designado de PREC, assim como de diálogo aberto com o auditório. 

Foi, sem dúvida, um privilégio ter a oportunidade de conversar com quem foi protagonista de um dos mais importantes momentos da história do nosso país.

50A25A - Discriminação no Feminino.

 4 DE ABRIL. Profissões Vedadas às Mulheres (antes do 25 de Abril) é a designação que a turma do 1.º TC/TG deu ao seu projeto, enquanto contributo para as comemorações dos 50 anos da Revolução do dos Cravos, realizado na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Este projeto inclui um concurso de Kahoot, aberto a todos os alunos da ESA, com perguntas sobre o antes e o pós 25 de Abril, no que diz respeito a trabalhos profissionais cujo acesso estava vedado ou era muito dificultado às mulheres portuguesas.

As mulheres portuguesas sofriam, assim, uma dupla discriminação: em relação aos homens e em relação às mulheres de países que não vítimas de uma tirania fascista. 

50A25A - Colóquio-conversa «Luta Antirracista e Anticolonial, Através da Arte»

22 DE MARÇO. A semana termina com o colóquio-conversa Luta Antirracista e Anticolonial, Através da Arte, com o músico Xullagi. 
Este colóquio foi organizado no âmbito do projeto CoESA, um projeto de parceria entre a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e o Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral - CIDAC, que conta com o apoio do Instituto Camões.

Durante duas horas, cerca de 120 dos nossos alunos tiveram a oportunidade de ouvir, interrogar e debater com Xullagi o modo como ele vê a relação entre a arte e a luta contra o racismo e as novas formas de colonialismo.

O nosso convidado partilhou aspetos do seu percurso pessoal e profissional para ilustrar o seu ponto de vista sobre o assunto, e convidou os alunos a tomarem a palavra e a expressarem o seu próprio pensamento sobre o tema em debate. 
Foram muitos os alunos que intervieram, tendo-se gerado um interessante e animado debate.

Este foi o último dia de aulas, antes da pausa letiva da Páscoa. Regressaremos no dia 3 de abril, dando continuidade à apresentação de projetos e de atividades desenvolvidos pelos nossos alunos, inseridos nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

50A25A - O nosso desenvolvimento: antes e pós 25 de Abril

22 DE MARÇO. Apresentação, no auditório, das conclusões do projeto realizado pela turma do 12.º C, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, sobre o antes e pós 25 de Abril, no que diz respeito a diferentes domínios da sociedade portuguesa, nomeadamente: educação, economia e política. 

Esta apresentação contou com a participação de três turmas convidadas que, com os colegas do 12.º C, debateram e questionaram várias das conclusões partilhadas.

50A25A - Aurora Rodrigues, uma história na PIDE

21 DE MARÇO. A convite da turma 10.º E, Aurora Rodrigues está no Auditório da ESA para uma conversa com os estudantes. 

No dia da poesia, a convidada relembrou o poema de Martin Niemoller, E não sobrou ninguém, lido pelas alunas organizadoras.

O 10.º E, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento tem trabalhado em diversas atividades ligadas à Liberdade de expressão, um dos Direitos Humanos escolhido para os seus projetos.
O convite a Aurora Rodrigues, presa pela PIDE em maio de 1973, foi uma das iniciativas da turma. As organizadoras da atividade pesquisaram sobre Aurora Rodrigues e consultaram o seu livro Gente Comum, uma história na PIDE, e redigiram o texto que leram no início do evento: 

«É com grande admiração que hoje temos a honra de receber Aurora Rodrigues, uma sobrevivente da PIDE. Aurora Rodrigues é uma figura notável da resistência à ditadura em Portugal. Nasceu a 20 de janeiro de 1952, enfrentou a opressão da PIDE, envolvendo-se ativamente na luta pelos direitos humanos e pela liberdade política. A sua coragem e firmeza diante da violência e da intimidação do regime ditatorial são exemplos inspiradores de resistência. Aurora desafiou o poder estabelecido, defendendo os valores fundamentais da democracia e da justiça social. Esta atividade está integrada nas comemorações do 25 de abril da nossa escola, e foi elaborada pela turma do 10.º E, agora passamos a palavra para a Aurora Rodrigues.»

Vários alunos e alunas participaram, colocando diversas perguntas à convidada, entre elas: «Como foi a sua vida enquanto presa?», «A que humilhações eram sujeitas as mulheres nas cadeias da PIDE?», «O que a motivou a escrever o seu livro?», «Porque a extrema-direita está a avançar na Europa?»,  «O que sentiu quando aconteceu o 25 de abril?»

50A25A - Exposição «Vozes do 25 Abril: Jornalistas e a Revolução dos Cravos»

15 DE MARÇO. Inauguração da exposição Vozes do 25 Abril: Jornalistas e a Revolução dos Cravos, na polivalente. Este projeto foi realizado pelos alunos da turma do 1.º TGPSI, dos Cursos Profissionais, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 

Para além do seu valor informativo e didático, esta exposição constitui também uma justa homenagem ao trabalho de muitos jornalistas que, em condições difíceis, resistiram ao fascismo e lutaram pela Liberdade, tendo este contributo sido relevante para que a Revolução do 25 de Abril viesse a ocorrer.

Um breve registo, em vídeo, desta exposição.

50A25A - Debate com as juventudes partidárias


7 DE MARÇO. Dia de debate entre e com as juventudes partidárias, com representação parlamentar, que responderam e aceitaram atempadamente o convite que lhes foi dirigido pelas turmas do 2.º TG, 12.º C, 12.º D e Associação de Estudantes.
Estão presentes as juventudes do PCP, Bloco de Esquerda, PS, PSD e IL. Os nossos alunos explicaram os três objetivos desta atividade: homenagear os 50 anos do 25 de Abril, acontecimento sem o qual o debate político não era possível,;proporcionar formação política aos alunos da ESA, através do conhecimento e do debate de diferentes projetos partidários; contribuir para a mobilização cívica do exercício do voto no próximo dia 10 de março.

Antes dos debates, na sala polivalente: bancas partidárias, divulgação de propostas
e conversas com os nossos alunos:

Depois, o aguardado debate, no auditório:

50A25A - URAP: uma «lição» de cidadania

4 DE MARÇO. Palestra sobre os 50 anos do 25 de Abril, organizada pela turma 12.º D, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

A URAP - União de Resistentes Antifascistas Portugueses foi a convidada dos nossos alunos, que se fez representar por José Sampainho e José Pedro Soares. 

Ambos partilharam histórias e momentos da sua vida de luta contra o fascismo e de luta pela liberdade. 

Em particular José Pedro Soares, que esteve preso durante 11 meses e sofreu torturas que o deixaram muito fragilizado e abalado, tendo sido libertado com o 25 de Abril, pôde mostrar aos nossos alunos o que foi a resistência, a prisão e o que foi a conquista da liberdade. 

Foi uma partilha de tal modo intensa que muitos alunos e professores presentes se emocionaram, e as lágrimas surgiram em vários rostos. Tratou-se, pois, de uma significativa «lição» de cidadania que pudemos vivenciar.

A palestra contou com a participação da Banda da ESA, que cantou duas canções de José Afonso: Venham Mais CincoGrândola Vila Morena.

Deixamos aqui um breve registo desse momento.

A literatura na luta anticolonial

A turma do 10.º C teve o privilégio de poder conviver, na sua sala de aula, com o poeta angolano Zetho Cunha Gonçalves. 
O nosso convidado partilhou com os nossos alunos histórias reais de ações contra o colonialismo protagonizadas por vários autores e intelectuais africanos, que estudavam em Portugal, durante o período fascista. 

Explicou que foi na Casa dos Estudantes do Império, instituição criada na década de quarenta do século passado, com sedes no Porto, em Coimbra e Lisboa, para acolher os estudantes das antigas colónias portuguesas (onde não existiam instituições de ensino superior), que acabaram por se formar e politizar e de onde saíram muitos dos que seriam os futuros líderes dos Movimentos de Libertação. 

Cunha Gonçalves deu vários exemplos, de entre os quais: Amílcar Cabral, Pedro Pires, Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade, Luandino Vieira, Pepetela, Joaquim Chissano, Marcelino dos Santos, Manuel Pinto da Costa, Francisco Tenreiro, Alda Espírito Santo e Alfredo Margarido.

Muitos desses jovens mostraram que a literatura e a política se envolvem reciprocamente, que não são ou não têm de ser campos distintos.
Zetho Cunha Gonçalves também proporcionou aos nossos alunos o prazer de conhecerem e de ouvirem alguns poemas ditos pelo próprio autor.

A presença entre nós deste poeta foi possível através da parceria que, no contexto da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, é mantida há vários anos com Raja Litwinoff, autora, tradutora e especialista alemã, que viveu em vários países de África no âmbito da cooperação para o desenvolvimento, e é a dinamizadora da editora Falas Africanas.
Esta atividade insere-se no projeto que o 10.º C está a desenvolver, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.

Uma visita de estudo à Junta de Freguesia de Amora


No dia 4 de janeiro, os estudantes das turmas 9.º B e 10.º G foram conhecer a Junta de Freguesia a que a sua escola pertence, assim como o seu novo presidente, Nelson Ramos. A recebê-los esteve Helena Quinta, secretária do executivo. 
O presidente cumprimentou pessoalmente cada um dos jovens e disponibilizou-se para responder às suas perguntas. 
A turma do 9.º B tem desenvolvido, nas aulas de Cidadania e Desenvolvimento, diversas atividades relacionadas com o domínio Instituições e Participação Democrática e a turma do 10.º G trabalha o domínio dos Direitos Humanos, colaborando ambas com o projeto "Participação Democrática dos Jovens", projeto inserido na estratégia de conhecimento do nosso território educativo, dinamizado pelo PCE.
Assim, com o objetivo de conhecerem as instituições do poder local e as suas competências e de saberem como a Junta de Freguesia defende os Direitos Humanos da população, em particular aqueles direitos fundamentais que lhe foram negados antes da revolução de Abril, os nossos alunos  colocaram muitas questões, de entre elas: como se nomeiam os representantes da Junta de Freguesia? Quais as suas competências? Como se pode participar ativamente nas decisões da comunidade local? A Amora tem pessoas sem abrigo? Como era antes do 25 de abril? Também havia Junta de Freguesia? Sendo que antes do 25 de Abril havia vários autores censurados pela PIDE, a biblioteca da Amora poderá arranjar maneira de encontrar algumas dessas obras e mostrar aos alunos?
Estas e outras perguntas e propostas foram registadas pelo presidente da Junta e pela sua secretária, de forma a ponderar a possibilidade da sua execução.
Foi uma atividade que possibilitou aos nossos futuros cidadãos ficarem a conhecer melhor os seus direitos de participação democrática.