Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.
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50A25A - Discriminação no Feminino.

 4 DE ABRIL. Profissões Vedadas às Mulheres (antes do 25 de Abril) é a designação que a turma do 1.º TC/TG deu ao seu projeto, enquanto contributo para as comemorações dos 50 anos da Revolução do dos Cravos, realizado na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Este projeto inclui um concurso de Kahoot, aberto a todos os alunos da ESA, com perguntas sobre o antes e o pós 25 de Abril, no que diz respeito a trabalhos profissionais cujo acesso estava vedado ou era muito dificultado às mulheres portuguesas.

As mulheres portuguesas sofriam, assim, uma dupla discriminação: em relação aos homens e em relação às mulheres de países que não vítimas de uma tirania fascista. 

Desconstruindo estereótipos

Uma das turmas a trabalhar com as técnicas da UMAR.

O projeto Estereótipos não fazem o meu género: escolhas vocacionais e profissionais livres de preconceitos, começado no ano letivo transato, na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, foi retomado, conforme estava previsto. Os alunos das três turmas do 7.º ano que, em 2022-2023, o iniciaram e desenvolveram vão ter agora a oportunidade de lhe dar continuidade e de o aprofundar. 

Recordamos alguns dos objetivos de projeto, realizado em parceria com a UMAR — União das Mulheres Alternativa e Resposta e financiado pelo EEA Grants (acordo celebrado entre a União Europeia, a Noruega, a Islândia e o Liechenstein):
a. implementar um programa de prevenção de estereótipos de género e promoção de igualdade de género, focado nas escolhas vocacionais e profissionais;
b. apresentar os/as jovens ao mundo do trabalho através de visitas guiadas e de oficinas;
c. partilhar experiências e conhecimentos com especialistas nacionais e estrangeiros.
É neste contexto que as turmas do 8.ºA, 8.º B e 8.º D se preparam para realizar, já no próximo mês, uma visita de estudo que lhes possibilitará contactar com algumas dimensões do mundo do trabalho.

Participam neste projeto nacional, quatro escolas do distrito de Setúbal e quatro do distrito do Porto, o Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, o Instituto Politécnico do Porto, a Universidade de Jyväskylä, a ATEC - Associação de Formação para a Indústria, a Associação Nós — Instituição Particular de Solidariedade Social — e a Icelandic Women´s Rights Association.

A igualdade de género, em duas entrevistas

No âmbito da parceria com a associação UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta, os alunos do 7ºD trabalharam, ao longo do ano letivo, vários domínios, dos quais se destacam “Igualdade de Género” e “O mundo do trabalho”. 
Como será trabalhar numa área em que a maioria é composta por mulheres? Será que há diferenças, face ao género? Curiosos, perante estas questões, os alunos planearam algumas questões e entrevistaram o professor Licínio Marques, da ESA.
Este é o resultado da conversa entre os alunos e o seu professor:

Embora haja professores e professoras na Escola, a verdade é que, em relação aos restantes funcionários, a maioria continua a ser composta por mulheres.
Como será trabalhar numa Escola, sendo um dos poucos funcionários do sexo masculino?
Os alunos do 7ºD convidaram o Sr. Nuno Cruz, assistente operacional da nossa escola, para participar numa conversa em que exploraram o assunto. Eis o resultado dessa partilha:

Estereótipos não fazem o meu género!

A nossa escola e a UMAR (União das Mulheres Alternativa e Resposta) estão a desenvolver, em parceria, desde o início do ano letivo, o projeto «Estereótipos não fazem o meu género», com três turmas do 7.º ano (A, B e D), nas disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte. Trata-se de um projeto sobre Escolhas Vocacionais e Profissionais integrado no programa EEA Grants através da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. 

São dois os objetivos orientadores: a) desconstruir estereótipos que legitimam e contribuem para as assimetrias de género nas escolhas vocacionais e profissionais; b) trabalhar em rede, envolvendo diferentes atores que têm um papel determinante para a mudança deste paradigma (escolas, instituições de ensino superior e empresas). 

Este projeto conta, no distrito de Setúbal, com a parceria da Associação Nós e da ATEC - Academia de Formação para a Indústria.

Neste âmbito, realizou-se, no passado dia 30 de maio, no auditório, uma sessão de mentoria, com a subintendente da PSP, Sofia Gordinho, e o assistente social, Marco Gomes. Os dois convidados partilharam, em diálogo aberto com os alunos das três turmas, experiências e dificuldades que tiveram de enfrentar (e, por vezes, ainda enfrentam), devido às opções profissionais que fizeram — opções que contrariaram estereótipos de género. A sessão foi moderada pela assistente social da UMAR, Inês Gomes.

Há relação entre o Comércio, o Desenvolvimento e os Direitos Humanos?

A parceria entre a Escola Secundária de Amora e o Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC) prossegue, com evidente empenho de ambas as partes. Um exemplo mais.
Os alunos do 2TGPSI tiveram a oportunidade, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, de delinear projetos, com a colaboração desta ONGD — em sala de aula e em coadjuvância com a docente da disciplina. Pretendia-se investigar relações entre os domínios dos Direitos Humanos e do Desenvolvimento Sustentável. 
Durante as sessões, os alunos trabalharam casos de estudo no âmbito da produção e comercialização de bens e produtos do dia-a-dia, analisando situações de violação de direitos humanos, de entre as quais, a desigualdade no trabalho, a desigualdade salarial, a injustiça e a exclusão sociais. 

Foi neste contexto que os alunos desenvolveram os seus projetos, convivendo com o conceito de Comércio Justo e aprendendo o seu significado, baseado «na promoção de uma aliança entre todos os atores da cadeia comercial, dos produtores/as aos consumidores/es, excluindo os intermediários não necessários, visando denunciar as injustiças do comércio e construir princípios e práticas comerciais cada vez mais justos e coerentes» (CIDAC). 
A pergunta orientadora era: o desenvolvimento, se não for social e economicamente justo, para além de respeitador do meio ambiente, poderá ser entendido como sustentável e respeitador dos direitos humanos?

Dr. Stéphane Laurent, do CIDAC, trabalhando com os nossos alunos.

2018-2019: o início de um percurso de Cidadania

Recordamos algumas das atividades desenvolvidas pelos nossos alunos no ano letivo 2018-2019, ano em que, pela primeira vez, Cidadania e Desenvolvimento foi introduzida no currículo da ESA, nas turmas do 7.º e do 10.º anos (ensinos regular e profissional).

As fotos que se seguem assinalam alguns dos caminhos percorridos, não abrangem nem pretendem abranger todo o trabalho realizado. Os registos fotográficos foram acontecendo espontaneamente, ora por iniciativa dos alunos ora por iniciativa dos professores, não tendo havido a preocupação de cobertura sistemática de todas as atividades desenvolvidas. Deste modo, houve naturalmente trabalhos realizados por algumas turmas, dentro ou fora da sala de aula, de que não foi feito registo fotográfico. Aliás, o processo de registo, por via fotográfica ou vídeo, e posterior divulgação deve muito à iniciativa da nossa Professora Bibliotecária.


Começando pelos mais novos

As três turmas do 7.º ano integraram o Projeto Povos Culturas e Pontes, da Câmara Municipal do Seixal, no âmbito do qual foram desenvolvidas parcerias com o CIDAC (Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral) e com a Fundação Gonçalo da Silveira, duas ONG dedicadas ao domínio do Desenvolvimento. Os projetos foram centrados nas áreas do Comércio Justo, do Trabalho e da Interculturalidade. No final, foi feita uma apresentação pública dos trabalhos produzidos à comunidade educativa.

Algumas fotos de atividades desenvolvidas.










Alunos do 7.º A, no decurso de uma aula que teve a colaboração da Fundação Gonçalo da Silveira, desenvolvendo uma atividade relativa a problemas derivados de processos migratórios.









Alunos do 7.º B, numa aula que tratou de problemas derivados da automatização da produção, com mesma colaboração da Fundação Gonçalo da Silveira.



Alunos do 7.º C desenvolvendo uma atividade relativa aos Circuitos Curtos de Comércio, com a colaboração do CIDAC.
 





Exposição, na polivalente, e, no auditório, apresentação pública dos trabalhos à comunidade educativa, com a participação da Câmara Municipal do Seixal, do CIDAC, da Fundação Gonçalo da Silveira e do Conselho Português para a Paz e Cooperação.




Alunos do 7.º B na realização de uma atividade que lhes permitiu experienciar algumas das dificuldades com que os seus colegas com deficiência visual se confrontam. Esta e outras atividades desenvolvidas em torno da temática da inclusão social decorreram de um projeto de parceria com a APCAS – Associação de Paralisia Cerebral de Almada e Seixal.












No final do ano letivo, a turma do 7.º C partilhou com outras escolas o trabalho desenvolvido em Cidadania e Desenvolvimento, na Feira de Projetos Educativos, levada a cabo pela Câmara Municipal do Seixal.



Prosseguindo com os mais crescidos

As turmas do 10.º anos (ensino regular e ensino profissional) desenvolveram diversos projetos ao longo do ano, com diferentes atividades. 
Deixamos os registos de alguns momentos dessas atividades.


O Dia Global da Dignidade foi assinalado com a realização de dois debates. O ponto de partida foi a pergunta «Que é a Dignidade?». Na busca de respostas, foram percorridos problemas como a violência doméstica, o assédio moral nas escolas, o racismo, a xenofobia  
e os refugiados de guerra. Um dos objetivos destes debates foi o de apoiar os projetos relativos ao domínio dos Direitos Humanos, que os alunos estavam a iniciar em Cidadania e Desenvolvimento.



Imagens da “Mostra Intercultural”, organizada pela turma 10.º TT. Foram diversos os trabalhos realizados dos quais resultaram uma mostra de culturas existentes entre os alunos da turma. A interculturalidade foi abordada através da música, vestuário, gastronomia, comunicação (saudações), estrangeirismos e numa palestra com a Associação Esperança, da Quinta da Princesa.














Turma 10.º TAI, em um trabalho de dramatização relativo  
aos Diretos Humanos, no auditório da escola.















Turma 10.º TGPSI, no trabalho de apoio técnico à dramatização.








Ambas as turma (10.º TAI e 10.º TGPSI), na Futurália, representando a nossa escola, com diversas dramatizações sobre o domínio dos Direitos Humanos. As cenas dramatizadas puseram em evidência o racismo e a xenofobia, a homofobia, a violência nos relacionamentos, o terrorismo e a guerra.

As turmas 10.º A e 10.º B, em visita de estudo ao Oceanário, pensando na defesa da biodiversidade e na responsabilidade de cada um de nós na prevenção da extinção de espécies.



Os Direitos Humanos, no Dia da Mulher, foram o mote para a apresentação dos trabalhos dos alunos do 10.º D, no auditório. As turmas convidadas a participar tiveram oportunidade de 
debater alguns aspetos mais relevantes dos diferentes trabalhos realizados.Uma encarregada de educação também esteve presente.  











As turmas 10.º G e 10.º H, da partilharam os seus trabalhos sobre os domínios da Interculturalidade e dos Direitos Humanos com alunos de outras turmas. Apresentações reflexivas, vídeos e canções criados pelos próprios alunos foram algumas das atividades desenvolvidas no auditório, que também contou com a presença de uma encarregada de educação.











O momento da entrega de alimentos ao Banco Alimentar pelos alunos do
10.º F. A responsável do Banco Alimentar deslocou-se à ESA para recolher os alimentos enlatados, como leguminosas, atum e leite e agradeceu a ação dos alunos, deixando a todos o convite para serem voluntários por um dia, nas instalações do Banco Alimentar, em Palmela.





 


A turma do 10.º TAS, desenvolvendo uma atividade no Congresso da Saúde.



«Os animais não humanos também têm direitos?» foi a pergunta de partida para um debate sobre um problema em análise em todo o mundo. Durante hora e meia, houve uma discussão muito participada. A par da apresentação de argumentos, foi clara a consciência dos alunos sobre a pertinência do debate de ideias mas também sobre a complexidade e dificuldade do tema. O debate teve a moderação de alunos do 12.º C e constituiu um apoio a projetos de Cidadania e Desenvolvimento.


Concluindo com uma reunião de trabalho

O primeiro ano de Cidadania e Desenvolvimento foi concluído, no auditório da escola, com uma reunião de trabalho de avaliação do percurso realizado e de projeção do ano seguinte. A reunião teve a participação de representantes dos alunos das turmas do 7.º e 10.º anos, do presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação, dos professores responsáveis pela componente curricular Cidadania e Desenvolvimento, de todos os professores da escola, da professora bibliotecária, do coordenador de Cidadania e do diretor da ESA.

Foi uma manhã dedicada ao escrutínio do que foi realizado, com ampla participação dos presentes. Foram identificados aspetos positivos, foram analisados aspetos negativos e dificuldades encontradas e foram desenhadas possibilidades a desenvolver no segundo ano de concretização da nova componente curricular.





















Alunos do 7.º ano e suas professoras participando na reunião.


Alunos do 10.º Ano intervindo.














Presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da ESA e professores de Cidadania e Desenvolvimento intervindo na reunião de trabalho.

















Professores do 10.º ano responsáveis por Cidadania e Desenvolvimento expondo os seus pontos de vista. 

Professores da ESA. Foram vários os colegas que tiveram participação ativa na reunião de trabalho, salientando elementos positivos e negativos, em relação ao primeiro ano de Cidadania e Desenvolvimento, e apresentando propostas para o futuro.