Blogue da Escola Secundária de Amora. Espaço de partilha de iniciativas desenvolvidas pelos alunos, no âmbito das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e Cidadania e Arte ou de atividades com elas relacionadas. A Educação para a Cidadania procura explicitar, no contexto do viver coletivo, a relação íntima entre Conhecimentos e Valores, visando uma participação Cívica cada vez mais ativa, esclarecida e responsável.

Orçamento Participativo - ESA 2025

O regulamento, o calendário e o formulário para apoio de propostas estão disponíveis aqui, aqui e aqui.
Relembramos que o último dia para entrega de propostas é 28 de fevereiro.

Projeto "Entre Gerações"

No dia 22 de janeiro, concretizou-se o projeto Entre Gerações da turma 11.º D, planeado para o 1º semestre, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. Neste projeto abordámos o tema da Inclusão e da Saúde Mental, através da organização de uma atividade entre jovens e idosos.
Com a ajuda do assistente social da ESA e do grupo ESAmba, deslocámo-nos ao centro de dia AURPIA, onde fomos calorosamente recebido pelos funcionários. O nosso assistente social já tinha facilitado os contactos entre as instituições


Passámos uma tarde divertida a ouvir histórias dos reformados, umas comoventes outras animadas, através de questionários anteriormente elaborados por nós.
Tudo ao som de muitas e diversas músicas.



Agradecemos aos colegas que tocaram samba e músicas africanas, animando todos e possibilitando que idosos, jovens, funcionárias e professores dançassem juntos.
 
Foi um momento feliz, passado entre gerações distintas, com muito amor envolvido.

Texto: Daniela Pinto, Érica Mendes, Laura Barbeitos e Leonor Ponciano, 11.º D

Um projeto para a ESA, com a colaboração da JF Amora

A turma do  11.º D dirigiu-se à Junta de Freguesia de Amora, no dia 21 de janeiro,  para colocar em prática o seu projeto de Cidadania e Desenvolvimento. 

No âmbito do domínio Educação Ambiental, um grupo da turma planeou o Green Project, que consiste na plantação de algumas árvores no recinto escolar, com o objetivo de melhorar os espaços exteriores da escola. Este é um dos projetos que a turma vai desenvolver no 2.º semestre.

No primeiro semestre, este grupo interessou-se por conhecer as competências da Junta de Freguesia de Amora, de forma a saber se podia pedir ajuda para o Green Project. Aí, ficou a saber que a Junta é um órgão executivo responsável pelo poder local. Entre outros aspetos, a Junta é competente a nível de bens e valores do património da Freguesia e é responsável pela administração local, prestando serviços à população, a nível da iluminação, da reparação de passeios, passadeiras para peões, reabilitação de parques infantis, construção de parques caninos e abrigos para gatos, entre outros. O poder local interessa-se pelos problemas próximos, disponibilizando-se a ajudar os jovens e mantendo uma proximidade significativa com os habitantes da Freguesia.

Na reunião com a secretária e o presidente da Junta, ficámos a saber, por exemplo, que pessoas sem a nacionalidade portuguesa poderão votar na sua freguesia e que há um projeto de voluntariado para os jovens. 
Neste ano de 2025 haverá eleições para a Assembleia de Freguesia, de onde surgem os membros da Junta, e também para a Assembleia Municipal e para a Câmara Municipal. Votar dá-nos liberdade de escolha e é importante os jovens exercerem o seu direito de voto. (Domínio Instituições e Participação Democrática)

Na reunião de dia 21 de janeiro, o presidente da Junta de Freguesia de Amora mostrou-se disponível para ajudar no Green Project, através de materiais, despesas, mão de obra e contribuição para adquirir árvores, por exemplo. Mostrou-se interessado em participar e contribuir para executar o Green Project

No dia 11 de fevereiro, recebemos a visita do presidente da Junta de Freguesia para avaliarmos, em conjunto, o melhor local para a plantação de árvores. Visitámos um espaço em que não existe qualquer tipo de árvores nem tratamento.
Com este projeto queremos mostrar também como os alunos podem melhorar o seu recinto escolar, tornando a escola um lugar mais agradável. 
Com a ajuda proporcionada pela nossa Junta de Freguesia estes projetos tornam-se possíveis.
Texto: Iara Rodrigues, Maria Mendes e Patrícia Henriques, 11.º D.

Cidadania através do exercício do voluntariado

No dia 20 de dezembro, entre as 14h30 e as 16h30, um grupo de alunos do 7.º B, juntamente com a Diretora de Turma e professora de Cidadania, Albertina Morgado, o Dr. João Paulo Silva e a professora Clarisse Sequeira (do projeto ESAssiste), visitaram os idosos do Centro de Dia da Amora, no âmbito do domínio do Voluntariado, partilhando com eles postais de Natal (feitos pelos alunos da turma), afetos, conversas e sorrisos. 

        

Foi uma experiência enriquecedora, tanto a nível pessoal como a nível social vivenciando-se alguns valores como a solidariedade, a empatia e a partilha de histórias.

  

2023-2024 - Cidadania (re)vivendo o 25 de Abril

No ano letivo em que Portugal celebra os 50 anos do 25 de Abril, a ESA definiu que a estratégia de educação para a cidadania assim como os diferentes projetos desenvolvidos pelos alunos devem ter como elemento agregador o seguinte lema: Liberdade, a quanto obrigas, para te conquistar e para te manter! 

A Escola portuguesa tem a obrigação de contribuir para que os seus alunos compreendam que a conquista e a manutenção da Liberdade só foram e só são possíveis através de um contínuo e empenhado exercício de cidadania. E que a cidadania, para ser plena, exige conhecimento, exercício crítico e participação na vida coletiva.

Conhecer, comparar e debater as realidades políticas, sociais e económicas, assim como os valores dominantes nas várias dimensões da sociedade portuguesa do período de 48 anos de fascismo e do período de 50 anos de Liberdade, iniciado com o 25 de Abril de 1974, é uma condição necessária para o exercício do direito e do dever de cidadania. 

Este foi o desafio do ano letivo findo. Desafio que mobilizou toda a comunidade educativa da Escola Secundária de Amora.

Após a conclusão deste desafio, ocorreu ainda um evento com seis países da Iniciativa Ibero-Americana, de que também abaixo damos conta.

Encontro com a Iniciativa Ibero-Americana de Cidadania Global para o Desenvolvimento Sustentável, na ESA

A ESA foi convidada pelo Instituto Camões a partilhar a experiência relativa ao processo de elaboração,  concretização e avaliação da nossa Estratégia de Educação para a Cidadania com os representantes de seis países da Iniciativa Ibero-Americana de Cidadania Global para o Desenvolvimento Sustentável — Andorra, Chile, Espanha, Paraguai, República Dominicana e Uruguai.

O Encontro para a realização dessa partilha ocorreu, no passado dia 8 de maio, no auditório da escola.  

Para além dos representantes dos seis países mencionados, participaram, pelo lado de Portugal, representantes do Instituto Camões, da Direção Geral de Educação, do CIDAC, da Associação Rato, uma aluna da ESA (o outro discente convidado não compareceu), a Coordenação do PCE, a Coordenação da Educação para a Cidadania e o Diretor da escola.

O primeiro momento do Encontro foi preenchido com as intervenções da nossa aluna, dos dois parceiros da ESA convidados, das Coordenações e da Direção. Todas as intervenções partilharam a sua experiência e o seu ponto de vista sobre o modo como tem sido desenvolvida a nossa Estratégia de Educação para a Cidadania. Em seguida, intervieram os representantes do Instituto Camões e da Direção Geral de Educação, que procederam a uma contextualização macro, centrada na explicitação dos objetivos nacionais da educação para o desenvolvimento e para a cidadania global. 

Após a partilha da experiência da ESA e do seu enquadramento nacional, coube a vez aos representantes dos seis países da Iniciativa Ibero-Americana exporem o modo como estão a preparar as suas agendas nacionais na área da Cidadania e de dirigirem perguntas a todos os que, neste Encontro, estavam a representar a nossa escola.

Desenvolveu-se, assim, um período rico de questionamentos e de esclarecimentos em torno da experiência de seis anos da ESA, neste domínio.


O Encontro terminou com a participação do nosso grupo de percussão, que ofereceu a todos os participantes três músicas do seu repertório.



No final, ficaram abertas possibilidades de intercâmbios futuros entre escolas e instituições destes países e a ESA.

50A25A - Oficina da Interculturalidade - Liberdade e Libertações

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2 e 3 DE MAIO. O encerramento das Comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, na ESA, ocorreu com a 5.ª edição da Oficina da Interculturalidade — organizada pelas turmas 9.º C, 10.º E, 11.º A, 11.º C e 11.º D, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento. 
O tema aglutinador foi Liberdade - Libertações, o que permitiu ligar de modo inequívoco a conquista da Liberdade em Portugal às lutas de Libertação levadas a cabo nas ex-colónias portuguesas de África.

Assim, os nossos alunos investigaram, em simultâneo, aspetos relevantes da vida política, económica, social e cultural em Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e também Timor-Leste, antes e pós 25 de Abril de 1974. 
Por considerarem ser culturalmente significativo, os alunos acrescentaram, a estas ex-colónias, outras ex-colónias portuguesas (Brasil, Goa e Macau), pois queriam saber da eventual influência do 25 de Abril na vida desses povos, apesar das suas ligações históricas a Portugal serem muito diferentes.
Cada um destes países ou regiões teve direito a montar uma Tenda Cultural, onde o trabalho de investigação desenvolvido foi exposto. 

No primeiro dia da Oficina, cada Tenda mostrou documentos (cartazes, textos e fotos) publicados quer pelo governo ditatorial quer pelos movimentos de libertação, antes do 25 de Abril e, no segundo dia, foram expostos materiais publicados no dia da Revolução e dias seguintes. 
Por essa razão, simbolicamente, as atividades do primeiro dia encerraram ouvindo-se, em toda a escola, a música E Depois do Adeus, de Paulo de Carvalho — 1.ª senha da Operação Fim-Regime, e o segundo dia iniciou-se com a audição de Grândola Vila Morena, de José Afonso — 2.ª e definitiva senha que confirmou a irreversibilidade do Movimento das Forças Armadas.

As Tendas Culturais tinham também, em exposição, artesanato, trajes, jogos e gastronomias de cada país ou região. 

Cada aluno visitante das Tendas tinha na sua posse um passaporte que lhe permitia participar num jogo em que deveria responder a perguntas específicas do país/região visitada. 
As respostas certas davam direito a prémios de gastronomia regional, confecionada pelos alunos e familiares.

Duas organizações parceiras da ESA, que tiveram uma participação ativa na preparação desta Oficina, também expuseram, em tendas próprias, documentos, livros, cartazes, gastronomias e artesanato. Referimo-nos ao CIDAC (Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral) e à editora Falas Afrikanas.

Durante os dois dias, para além das Tendas Culturais, desenvolveram-se múltiplas atividades, quer no espaço ao ar livre, quer no auditório, quer em salas de aula: música (Banda da ESA e ESA Samba), poesia, dança, oficinas («O 25 de Abril começou em África», com o grupo Consciência Negra; «Escrita Criativa», com o poeta e escritor Zetho da Cunha Gonçalves e Raja Litwinoff), colóquio «Clandestinidade e Liberdade» (com o ex-preso político José Pedro Soares), desfiles de trajes (Anos 70; Trajes Africanos), teatro (peça As Operárias, escrita e representada por alunos), Estátuas Vivas (Manifestação por Direitos), Flash Mob, leitura encenada do conto Nós Matámos o Cão-Tinhoso, de L.B. Honwana (pelo ator Miguel Serrão, do grupo de teatro A Comuna).
Todas as atividades tiveram como elemento agregador a Revolução de Abril.
Um breve registo fotográfico dessas atividades:
                
                    
     
   
       
No final, a grande equipa organizadora, ainda que cansada, festejou o bom trabalho realizado.

Para além das turmas organizadoras, tiveram participação ativa alunos das seguintes turmas: 7.º A (Poesia), 9.º D (Poesia), 10.º A (Poesia e Estátuas Vivas), 10.º C (Poesia), 10.º E (Poesia e Desfile de Trajes dos Anos 70 e Africanos), 10.º G (Poesia), 10.º H, (Pintura da Faixa de Entrada), 11.º TGPSI (Equipa de Som) e 2ESA (Teatro). 
A 5.ª Oficina da Interculturalidade contou igualmente com a participação de assistentes operacionais (Logística) e técnicos (Poesia) e a colaboração graciosa da HCSOM, assim como com o apoio logístico da Junta de Freguesia de Amora e da Câmara Municipal do Seixal. 
O PCE (Projeto Cultural de Escola) foi parte integrante na construção do projeto Oficina da Interculturalidade, que encerrou as Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, na ESA. 
As comemorações foram iniciadas no dia 1 de março e concluídas hoje, dia 3 de maio.

50A25A - Liberdade e Saúde


30 DE ABRIL. Durante todo o dia de hoje, teve lugar o X Congresso de Saúde da ESA, organizado pelo PPES — Projeto de Promoção e Educação para a Saúde, da nossa escola. Este ano, o tema foi: Pessoas Saudáveis num Planeta em Liberdade

Foi justamente com a conquista da Liberdade, no dia 25 de Abril de 1974, que foi possível desenvolver as condições para que, quatro ano depois, em 1979, fosse conquistado, para os portugueses, um dos direitos fundamentais de qualquer ser humano — o Direito à Saúde —, através da criação do Serviço Nacional de Saúde. Este X Congresso de Saúde também celebra esta conquista.

Este dia foi um dia cheio! Cheio de iniciativas: de manhã à noite, foram múltiplas as atividades realizadas com muitos protagonistas: alunos (que são e devem ser os principais protagonistas), professores, funcionários, pais, e muitos convidados.

O auditório, a sala polivalente, a biblioteca, as salas de aula, os pavilhões, todos os espaços da escola foram ocupados com uma grande diversidade de ações em torno da temática da Saúde.
Ficam alguns registos fotográficos deste dia.

50A25A - A Obra Coletiva da ESA no Google Maps

30 DE ABRIL. A obra coletiva de homenagem aos 50 anos do 25 de Abril, realizada por toda a comunidade educativa da ESA, também está no GoogleMaps. Para visualizar, clicar AQUI.

50A25A - Uma Obra Coletiva da ESA em homenagem ao 25 de Abril

29 DE ABRIL. Após a pausa letiva, regressamos para levarmos a cabo a semana de encerramento das comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril, na ESA. E a semana iniciou-se, logo pela manhã cedo, com a realização da última fase da Obra Coletiva que homenageia a Revolução de Abril. 
A história desta Obra é explicada a seguir.

O seu processo de idealização começou em novembro do ano passado. Nessa altura, foram formuladas várias perguntas a todas as turmas da escola, ao pessoal docente e não docente e aos pais e encarregados de educação.
As perguntas incidiam sobre a pertinência de ser feita uma obra coletiva perene, que envolvesse toda a comunidade educativa e celebrasse os 50 anos do 25 de Abril. 
As perguntas sobre a simbologia, o formato, a localização e o desejo de participação na construção dessa obra obtiveram uma resposta maciça. Cerca de 1300 alunos (ensinos diurno e noturno), várias dezenas de professores, funcionários e pais apresentaram múltiplas propostas e sugestões e voluntariam-se para uma participação ativa na realização da obra coletiva.
Depois de várias reuniões e de muito trabalho de cooperação entre os vários intervenientes, finalmente, chegou o dia em que todos puseram, literalmente, mãos à obra: dia 29 de abril — primeiro dia da semana de encerramento dos dois meses dedicados à apresentação pública dos projetos realizados pelos nossos alunos, sobre os 50 anos do 25 de Abril.

Este trabalho de construção coletiva desenvolveu-se no âmbito do projeto CoESA (um projeto de parceria entre a disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e o CIDAC, e com o patrocínio do Instituto Camões), que contou com o apoio da Câmara Municipal do Seixal e da Junta de Freguesia de Amora.

O resultado é este que o diaporama abaixo documenta: 41 pinturas feitas por 41 turmas mais 9 pinturas realizadas por assistentes operacionais, assistentes técnicos, professores, pais e encarregados de educação, Centro Qualifica, Biblioteca Escolar, CIDAC, Câmara Municipal do Seixal e Junta de Freguesia de Amora, isto é, 50 pinturas para os 50 anos do 25 de Abril.

50A25A - A Imprensa Clandestina, por Eduardo Palaio

29 DE ABRIL. Também durante a manhã, decorreu no auditório da ESA o colóquio Imprensa Clandestina, por Eduardo Palaio, apresentado e dinamizado por dois alunos do 9.º D. O colóquio teve como principais objetivos: "conhecer a resistência à ditadura no Concelho do Seixal"; "reconhecer o papel da censura e a impossibilidade da expressão livre antes do 25 de abril." 

O Projeto Cultural de Escola tem dinamizado anualmente visitas de trabalho à Tipografia Popular do Seixal, na sua parceria com o Ecomuseu Municipal. "No local está disponível um programa de iniciativas de serviço educativo, para a transmissão do saber-fazer, assegurada pela presença de Eduardo Palaio", que é o responsável pela Tipografia Popular no Seixal e, paralelamente, um comunicador, um homem de cultura, escritor e pintor. Antes do 25 de Abril, foi cartoonista com o conhecido José Vilhena, participou na Guerra Colonial e foi oposicionista ao regime da ditadura. 

Foi nesta qualidade que Eduardo Palaio nos veio falar sobre a imprensa clandestina, não deixando de explicar particularidades sobre a imprensa em geral (hoje, bastante distante da vida dos nossos estudantes), tendo feito ainda alguma referências ao papel das sociedades filarmónicas do Concelho na divulgação cultural, antes do 25 de Abril. 

As alunas e os alunos dirigiram várias perguntas ao nosso convidado, nomeadamente sobre a sua participação na guerra colonial, sobre a ausência de liberdade de expressão antes do 25 de Abril, sobre a existência de casas clandestinas no Seixal, sobre os jornais que se faziam. 

A finalizar, a turma 9.º A apresentou a Eduardo Palaio o seu projeto de criação de um livro.

Participaram nesta atividade as turmas 9.º A, 10.º D, 12.º C e 3.º TGPSI.